18 outubro 2013
Seminário de Trabalho Decente do MTE
15 outubro 2013
O Petróleo é Nosso! Não ao Leilão do Pré-Sal!
08 agosto 2013
Mario Possas em Entrevista
Segue a entrevista
12 julho 2013
11 de julho Dia Nacional de Lutas
04 junho 2013
30 julho 2010
Economistas e Estatísticos na luta pela ANSEEFE

14 junho 2010
Banco Central na Contra-Mão da História.
04 junho 2010
Não Existe Venda a Prazo Sem Juros!
02 junho 2010
Lendas dos Tucanos
Mais Lendas tucanas
O embate político visando às próximas eleições tem alcançado temperaturas elevadas. Diante da falta de projetos para o País, os tucanos apelam para a estratégia de repetir ad nauseam algumas lendas. A idéia é incutir no eleitor que as administrações do PSDB, desde 1995, significaram um sucesso extraordinário.
Em artigo na imprensa local, um prócer tucano volta à carga neste repeteco cansativo que consiste em glorificar seus líderes e se apropriar de méritos alheios. Já escrevi vários artigos mostrando por que tudo (ou quase) não passa de lendas. Porém, como insistem na difusão das mesmas, resgatemos mais uma vez a verdade.
Primeira lenda – “Como ministro da Fazenda, FHC tira o Brasil da tragédia da hiperinflação ao criar o Plano Real”. Assertiva falsa: quando a lei 8.880 de 27/5/94, que instituiu a Unidade Real de Valor (URV) – base do Plano Real –, foi assinada por Itamar Franco e pelos ministros Rubens Ricúpero e Ciro Gomes, FHC sequer era candidato. A propósito, José Serra (por oportunismo ou não) foi contra o Plano desde o início; até mesmo quando FHC o encampou!
Cantam eles loas ao Plano Real porque este teria tido o mérito de ‘estabilizar’ a economia. Ora, durante a ‘Era FHC’ o Brasil quebrou três vezes e teve de recorrer, em todas elas, ao FMI, aumentando consideravelmente nossa vulnerabilidade externa. A dívida pública pulou de R$ 61,3 bilhões para R$ 623,2 bilhões; a dívida externa passou de US$ 128 bilhões para US$ 280 bilhões. Pergunto, que “estabilidade” é essa que promove o desemprego, pauperiza a população e privilegia os banqueiros nacionais e, fundamentalmente, os internacionais?
Segunda lenda – “José Serra foi o deputado que mais propostas aprovou na Constituinte de 1988”. Ah é? Como explicar então que o DIAP deu nota 3,75 para o Serra e nota10 para o Lula? Mais, quem desfigurou a “Constituição Cidadã”? Respondo: FHC, que com a ajuda de Serra a transformou numa colcha de retalhos para que o patrimônio nacional pudesse ser, em grande parte, açambarcado por monopólios estrangeiros.
Atendendo à cartilha neoliberal, o governo do PSDB pôde então entregar aos interesses externos quase todas as empresas nacionais estratégicas. Só não fez mais porque não teve tempo e porque o povo não deixou. Vendeu 88 delas ao preço de U$ 100 bilhões (só a Vale do Rio Doce valia US$ 130 bilhões!!).
Terceira Lenda – “Serra foi o ‘pai dos genéricos’! Falso: Jamil Haddad, ministro da Saúde de Itamar, é que o foi; “O Seguro Desemprego é de paternidade tucana”! Falso também: tudo começou com o governo Sarney quando os tucanos nem existiam ainda. Bom, há várias outras lendas cantadas em prosa e verso por líderes do PSDB.
Uma última questão. Diz o prócer tucano local que José Serra ostenta “uma carreira político-administrativa altaneira e fecunda”; e insinua que Dilma Roussef só faz “bravatas juvenis”. O grande problema é que o cidadão não comprova nem uma coisa nem outra. “Altaneira e fecunda”? Onde? Quando? Apelemos a Diógenes de Sínope. Quem sabe ele, com sua lanterna, possa nos ajudar a encontrar as respostas.
Emerson Leal – Doutor
31 maio 2010
A Previdência é Superavitária (II).
Seguridade Social:acesso à saúde, à previdência e à assistência social.
Pelo fim do fator previdenciário
Lindolfo Luiz dos Santos Neto (*)
Instituído no período neoliberal de FHC, o fator previdenciário é um mecanismo nefasto que subtrai em alguns casos mais de 40% do valor do benefício da aposentaria dos trabalhadores que iniciam o trabalho mais cedo. Diante desse descalabro para com os aposentados e com as mudanças que vivencia o país, ficou clara a necessidade da remoção desse entulho neoliberal.
As propostas apresentadas até o momento, como a formula 85/95, não atendem aos interesses dos trabalhadores, pois penalizam quem começa a trabalhar mais cedo. Tanto o fator previdenciário quanto os outros redutores estão sob a lógica do pseudo “déficit da previdência”, alardeado com o objetivo de tirar direitos adquiridos pelos trabalhadores na Constituição de 1988.
No Fórum Nacional da Previdência, a bancada dos trabalhadores e aposentados demonstrou que a Seguridade Social é superavitária e resgatou o conceito baseado na Constituição de 1988, que estabelece a pluralidade e a exclusividade das fontes de financiamentos.
Em
Com R$ 364,9 bilhões de receitas e de R$ 312,6 bilhões em despesas, o orçamento da Seguridade Social - baseado nas contribuições sociais sobre a folha de salário e o faturamento e o lucro das empresas - apresentou um superávit em 2008 de R$ 52,3 bilhões, mesmo diante da perda da CPMF, que daria uma receita adicional de cerca de R$ 40 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência (Anfip).
Esse resultado foi possível em função do crescimento econômico dos últimos cinco anos – com decisiva participação do consumo das famílias -, mesmo com a crise financeira iniciada no último trimestre do ano passado. Fica demonstrado que é possível não só manter como ampliar ações e programas que beneficiem a população mais pobre do país, contribuindo para o crescimento econômico.
Através de um modelo econômico nacional-desenvolvimentista, serão assegurados os recursos necessários para financiar e melhorar a Seguridade Social no Brasil e não cortando os direitos adquiridos ou aumentando o tempo de contribuição dos trabalhadores.
(*) Diretor-financeiro da CGTB e membro do Fórum Nacional da Previdência
26 maio 2010
A Previdência é Superavitária.
“Seguridade Social é e sempre foi superavitária”, diz Lindolfo Santos
“A Seguridade social brasileira é superavitária, sempre foi superavitária”, afirmou Lindolfo dos Santos, diretor de finanças da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e representante da entidade no Conselho Nacional da Previdência. “Em 2008, houve um superávit de R$ 40 bilhões e em 2009 ela fechou o ano com saldo de R$ 22 bilhões, apesar da crise”, ressaltou.
O sindicalista destacou que a Central tem travando uma luta contra todas as tentativas de se impingir um suposto déficit nas contas da Previdência, que na realidade são gastos criados a partir da Constituição de 88, destinados a assegurar direitos à saúde, à previdência e à assistência social.
“O que existe é uma contabilidade que apresenta só os recursos da Previdência, oriundos da folha do trabalho, do salário e da contribuição do empregador”, ressaltou, lembrando que o orçamento da seguridade inclui outras fontes de financiamento, como a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a Contribuição para o financiamento da Seguridade (Cofins).
Lindolfo denunciou que os ataques à Previdência partem de “um sistema financeiro que quer desvincular os recursos que a União deve destinar à seguridade, para atender o superávit primário”. “Queremos reafirmar o nosso compromisso com a luta para a seguridade social no Brasil continuar cada vez mais nas mãos dos brasileiros”, destacou.
Várias lideranças sindicais e de inúmera entidades sociais, amigos e parentes se reuniram sábado passado (22), no Clube Tietê, em São Paulo, para comemorar o aniversário de 59 anos do sindicalista. A confraternização teve ainda a presença de dirigentes do Partido Pátria Livre (PPL), PDT e do PT, que homenagearam a extensa trajetória sindical do aniversariante.
“O Lindolfo é um companheiro que tem dedicado sua vida à luta em defesa do povo, à construção de projeto de desenvolvimento que traga justiça social e progresso ao nosso país, além de garanta a soberania nacional”, destacou o ex-vereador e vice-prefeito de São Carlos, Emerson Leal.
Para o presidente do PPL no Estado de São Paulo, Miguel Manso, o sindicalista é um dirigente sindical exemplar, que liderou greves e os movimentos sociais de resistência à ditadura e sempre esteve presente nas batalhas pela redemocratização do país. “O Brasil só será verdadeiramente livre, se os trabalhadores estiverem cada vez mais organizados e bem representados em todas as instâncias da sociedade”, disse.
O dirigente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Tadeu Morais, lembrou o compromisso de Lindolfo e a dedicação que tem emprestado às bandeiras dos trabalhadores, como a luta para aprovar a emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais.
WALTER FÉLIX
24 maio 2010
Comparações de duas Eras
Dados do Governo | FHC | LULA |
| Risco Brasil | 2.700 pontos | 200 pontos |
| Salário Mínimo | 78 dólares | 210 dólares |
| Dólar | R$ 3,00 | R$ 1,78 |
| Divida FMI | Não mexeu | Pagou |
| Indústria Naval | Não mexeu | Reconstruiu |
| Universidades Novas | Nenhuma | 10 |
| Extensões Universitárias | Nenhuma | 45 |
| Escolas Técnicas | Nenhuma | 214 |
| Valores e Reservas do Tesouro Nacional | 185 bilhões de dólares negativos | 209 bilhões de dólares positivos |
| Créditos para o povo – PIB | 14% | 34% |
| Estradas de Ferro | Nenhuma | 3 (em andamento) |
| Estradas Rodoviárias | 90% Danificadas | 70% Recuperadas |
| Indústria Automobilística | Em baixa de 20% | Em alta de 30% |
| Crises Internacionais | 04 arrasando o país | Nenhuma pelas reservas acumuladas |
| Câmbio | Fixo: estourando o Tesouro Nacional | Flututante: com ligeiras |
| Taxa de Juros SELIC | 27% | 8,75 % |
| Mobilidade Social | 2 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza | 23 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza |
| Empregos | 780 mil empregos | 11 milhões de empregos |
| Investimentos em Infraestrura | Nenhum | 504 bilhões de reais previstos até 2010 |
| Policia Federal | 80 prisões | 2.750 prisões |
| Rombo no Estado Brasileiro | 30 bilhões (ou mais) nas privatizações | 200 milhões de reais pelos Mensaleiros |
| Mercado Internacional | Sem crédito para comprar uma caixa de fósforo | Investiment Great |
| Economia Interna | Estagnação total com desinflação inercial | Inclusão de consumidores e surgimento de investidores |
| Reformas Politica, Administrativa e Tributária | Nenhuma | Nenhuma |
Obs.: O Presidente e mais alguns aliados conseguiram ainda os dois maiores eventos esportivos do planeta: Copa do Mundo de Futebol, em 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016. Não por acaso, mas pela respeitabilidade e confiança no Brasil da era Lula. Apesar de alguns “críticos de carteirinha”, estes eventos gerarão investimentos da ordem de U$ 70 bilhões e cerca de 2 milhões de novos empregos diretos e indiretos.
21 maio 2010
Jingle de Campanha do "Mrs. Burns"

A solução pro nosso povo
Eu vou dá
Negócio bom assim
Ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui
É só vim pegar
A solução é alugar o Brasil!...
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!...
Os estrangeiros
Eu sei que eles vão gostar
Tem o Atlântico
Tem vista pro mar
A Amazônia
É o jardim do quintal
E o dólar dele
Paga o nosso mingau...
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Pois esse imóvel está prá alugar
Alugar! Ei!
-Grande Solução!...
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
Agora é free!
Tá na hora é tudo free
Vamo embora
Dá lugar pros outro entrar
Pois esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
Agora é free!
Tá na hora é tudo free
Vamo embora
Dá lugar pros gringos entrar
Pois esse imóvel
Está prá alugar...
Escute aqui
19 maio 2010
O "Mrs. Burns" não é Economista

O Serra, não é economista:
Candidato tucano à Presidência pode pegar até três meses de cadeia
Artigo do jornalista e membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba, Sitônio Pinto, publicado no jornal A União, de João Pessoa, abrigado no site do governo paraibano, informa o seguinte:
“O Conselho Federal de Economia nunca se manifestou sobre o pedido de interpelação judicial e o conseqüente enquadramento do candidato José Serra no Art. 47 do Dec. Lei. 3.688/41, feito pelo Conselho Regional de Economia da Paraíba e endossado pelos Conselhos Regionais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Maranhão, Rondônia e Tocantins, e por dois membros do Conselho Federal de Economia. O pedido teve por motivo o uso indevido da qualificação de economista pelo candidato Serra, que não tem bacharelado em economia nem é registrado em qualquer Conselho Regional de nenhum estado brasileiro. O procedimento do candidato caracteriza falsidade ideológica e charlatanismo, em prejuízo dos que exercem legalmente a profissão.
O Corecon-PB fez a sua parte, denunciando a irregularidade e pedindo providências à entidade competente, – no caso o Conselho Federal de Economia, parte legítima para uma iniciativa jurídica, pois congrega todos os Corecons do Brasil, onde, hipoteticamente, Serra deveria estar inscrito como economista.
Veja o que aconteceu com o denunciante:
18 maio 2010
Social-democracia Neoliberal e o Contraponto de Lula.
Foi seguido por Felipe Gonzalez, na Espanha , e foi se generalizando para a própria América Latina, onde os socialistas chilenos e a Ação Democrática na Venezuela, entre outros, seguiram o mesmo caminho, até que FHC se somou à lista.
FHC queria que Collor fosse a Thatcher brasileira, fazendo o trabalho sujo do programa neoliberal – privatizações, cortes nos gastos sociais, abertura da economia, precarização das relações de trabalho -, para que ele aparecesse como “terceira via”, no estilo Blair. Mas o fracasso de Collor fez com que FHC tivesse que vestir o tailleur da Thatcher e assumisse as tarefas mais duras do neoliberalismo.
O governo FHC foi dos mais regressivos que o Brasil conheceu do ponto de vista social. Depois da melhoria do poder aquisitivo produto do controle inicial da inflação, a desigualdade retornou com força, conforme a maioria dos trabalhadores deixou de ter carteira de trabalho, os níveis de desemprego e sub-emprego subiram muito, a inflação retomou, no final do governo FHC, no bojo da maior recessão dos últimos tempos, a desigualdade se tornou maior do que quando haviam assumido os tucanos.
Na crise que o Brasil enfrentou recentemente, vimos a diferença flagrante entre as atitudes de FHC e de Lula diante da crise. FHC tomou a atitude tradicional de elevar a taxa de juros a 48%, aprofundando a crise, aumentando o desemprego e a recessão. Lula agiu na direção oposta: diminuiu a taxa de juros – que já era mais de cinco vezes menor que na crise anterior -, manteve e estendeu as políticas sociais, o nível de emprego e de atividade econômica foi retomada rapidamente. Agiram em direções radicalmente opostas, contraditórias.
O pacote que o primeiro ministro espanhol de Zapatero anunciou esta semana não se diferencia daquelas tomadas por seu antecessor, Aznar, de direita, na mesma linha do que haviam feito Mitterrand, Felipe Gonzalez, FHC, entre outros. Aderir à idéia de que o Consenso de Washington seria a receita inevitável diante das situações de crise.
Depois de negar, reiteradamente, que faria cortes na sua política social – seu diferencial principal em relação à direita tradicional – Zapatero foi ao Congresso anunciar o maias duro pacote de cortes que se conheceu desde que a Espanha saiu do franquismo. Redução de 5% do salário dos funcionários públicos, congelamento das aposentadorias, corte nos gastos com dependentes, eliminação do cheque-bebê (feito para incentivar a natalidade): com esse pacote, Zapatero se desmente, muda a orientação central da sua política. Nem bem recebeu o telefonema de Obama – que fez questão que se soubesse que o havia chamado e o sentido da sua chamada: urgência de um duro pacote de cortes dos gastos públicos -, Zapatero cumpriu com os requerimentos solicitados pela União Européia e atendeu os critérios do FMI, da mesma forma que o havia feito a Grécia pouco tempo antes.
O fenômeno da social democracia aderida ao neoliberalismo não foi essencialmente brasileiro. FHC seguiu seus mestres europeus, que romperam com o Estado de bem estar social, com o Estado regulador, com a prioridade das políticas sociais. Seu governo foi continuidade do governo de Collor e similar aos de Menam, Carlos Andrés Perez, Fujimori, Carlos Salinas de Gortari, dos governos da Concertação no Chile.
A reação popular não se faz esperar na Espanha, da mesma forma que na Grécia, onde o também social democrata Papandreu tomou as medidas que o FMI ditou como condição da liberação dos empréstimos, como contrapartida da Carta de Intenções – que conhecemos até o passado recente.
A diferença é que agora governos como os da Espanha e da Grécia pertencem a uma nova categoria – os PIIGS: Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha – a que teríamos estado condenados, não tivéssemos derrotado o bloco tucano-demista e assumido uma orientação política e econômica nova, antagônica, contraditória com a herdada por Lula.
Emir Sader - Sociólogo
06 setembro 2009
13 agosto 2009
Homenagem ao Profissional de Economia
12 agosto 2009
Economia Pós-Keynesiana ou Pós-Keynesiano
04 agosto 2009
Educação após Governos Tucanos
01 agosto 2009
Profissão Economista
Por Andreza Aguiar – Economista Especialista em Organização e Projetos de Viabilidade Econômico-Financeira
Iniciaremos esse artigo explicando um pouco sobre o que é Economia; essa palavra tão usada nos momentos de crise. E posteriormente falaremos um pouco também sobre o profissional da área. A palavra Economia em grego significa oikonomia, que é composta por dois vocábulos : “oikos” - casa, fortuna, riqueza , propriedade e “nomos” – lei, regras, administração.
Economia é a ciência que estuda as relações humanas denominadas econômicas, avaliáveis em moedas e tendo por fim um consumo. São quatro os princípios exigidos para a análise da definição que são: 1º o agente (homem); 2º a causa final (o consumo); 3º o meio (as relações econômicas) e 4º a diferença específica deste tipo de relações humanas de outras praticadas pelo homem ( avaliáveis em moeda ou dinheiro).Podemos concluir, que o objeto ou o estudo da Economia é a atividade humana denominada econômica e dirigida no sentido de escolher uma alternativa entre muitas, do que fazer com os recursos escassos no mundo.
A sociedade hoje entende muito bem os aspectos que afetam a Economia. Já até ouvi de algumas pessoas que assistem nos telejornais os comentaristas econômicos dizerem “... estamos numa crise...”, “.... existe a probabilidade de aumento da taxa de juros...”“...teremos uma recessão, desemprego...” ora! não é preciso ser um economista para dizer isso ao trabalhador , a dona de casa e ao aposentado, pois já sentem isso na pele. Mas na realidade o papel do economista nisso tudo é de realmente ressaltar o problema e buscar soluções ou alternativas e divulgá-las para a sociedade, de forma que esta possa se adequar sem maiores danos.
Há pouco tempo, o economista Paul Krugman, o vencedor do Nobel de Economia em 2008 escreveu sobre as divergências entre o liberal Milton Friedman e o intervencionista John Maynard Keynes, e revela uma interessante verdade clássica da economia de mercado: “ Ao longo dos últimos dois séculos, o pensamento econômico tem sido dominado pelo conceito do Homo economicus. O Homem Econômico hipotético sabe o que quer. E suas escolhas são impelidas por cálculos racionais sobre como maximizar essa função: se os consumidores estiverem escolhendo entre sucrilhos e müsli ou se os investidores estiverem decidindo entre ações e renda fixa, supõe-se que essas decisões serão baseadas em comparações quanto à “utilidade marginal” ou ao benefício agregado que o comprador terá.” Por isso é que o economista dá tanta importância a história, pois muitas vezes, algumas questões já vêm de acontecimentos anteriores da economia mundial e da história do pensamento econômico.
Com relação aos profissionais de Economia, infelizmente nos deparamos hoje com sua escassez de formandos. Uma sociedade ou uma Organização não vive sem esse profissional que tem sua formação centrada em Economia e Finanças. O economista tem uma ampla formação, com ênfase nas atividades econômico-financeiras, cuja atuação lhe permite múltiplas funções.
Dentro de qualquer Organização o profissional de economia e finanças consegue dar uma visão financeira muito mais abrangente. Até dentro do conceito de Mapa Estratégico e Balance Score Card, criado por Michael Porter e Robert Kaplan – está lá no topo das perspectivas - a Perspectiva Financeira da empresa.
Hoje os executivos de finanças,chamados CFO’s, estão e devem estar muito mais antenados a reinventar o seu papel na Organização para agregar mais valor, é o que trata o livro Gestão Financeira Moderna de Jeremy Hope. Os CFO’s são muito mais participativos nas tomadas de decisões estratégicas, compreendem mais a necessidade do negócio, ajudam os gerentes comerciais a ampliar seus conhecimentos de finanças , dentre outros e o mais importante de todos; conhecem muito bem o operacional.
Estudos Mercadológicos, Auditorias, Perícias, Cálculos, Projetos Econômico-financeiros são algumas opções de trabalho caso o economista queira exercer-se como profissional liberal. Vale ressaltar, seja para qualquer profissão; para exercê-la legalmente, o profissional deverá ser registrado em sua Entidade de Classe, no caso do economista é o Corecon – Conselho Regional de Economia.
Enfim, o mercado de trabalho para o economista é muito abrangente. Já saímos da faculdade com noções de administração, contabilidade, estatística, direito e é claro, de economia em várias frentes e pensamentos, e que poderemos nos aprofundar conforme nosso interesse de carreira. Cabe ao profissional formado, estar sempre em desenvolvimento, se capacitando e se reciclando, ser altamente eficaz pois o mercado é muito concorrido, não só entre os economistas, mas com outras formações também. Mas, assim como existe o conceito da Estratégia do Oceano Azul, escrita por W.Chan Kim e R. Mauborgne; saía do oceano vermelho, onde existem muitos concorrentes e crie ou encontre novos espaços e torne a concorrência irrelevante.

