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18 outubro 2013

Seminário de Trabalho Decente do MTE

 Fui ao Seminário de Trabalho Decente, promovido pelo MTE, como parte da tarefa de defender os trabalhadores que represento, pois estou na diretoria de algumas entidades - SINDECON-DF, FENECON (ambas da profissão de Economista), SINAEG e ASSMDA (servidores públicos federais).

O presidente do Sindicato Nacional dos Engenheiros, Arquitetos, Economistas, Estatísticos e Geólogos (Sinaeg) e Diretor Nacional da ASSEMDA, Flauzino Antunes Neto, representou a CGTB no I Seminário de Promoção de Política Nacional do Emprego e Trabalho Decente da região Centro-Oeste, em Brasília, no dia 7 de outubro. O evento contou na abertura com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, e do diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Rider.
Manoel Dias anunciou que vai discutir com a sociedade civil a implementação de um sistema único de emprego no país, que vai substituir o atual Sistema Nacional de Emprego (Sine). "Vamos discutir com a sociedade civil a criação de um sistema nos moldes do sistema único de saúde e da assistencial social. A intenção é que ao fim do dos cinco seminários que vamos realizar em todo país, possamos apresentar a proposta de um novo Sine, que responda a necessidade do mercado de trabalho", disse o ministro
A proposta, segundo o ministro, é que o novo Sine absorva novas atividades e seja o protagonista da política de intermediação de mão-de-obra no país. "Vamos reestruturar o sistema e para isso estamos ouvindo a sociedade, por meio dos seminários tripartites que vão acontecer em todas as regiões. O sistema precisa de uma reforma para recuperar o seu protagonismo e não queremos fazer isso sozinhos e sim ouvindo a sociedade", afirmou Manoel Dias.
Na sua intervenção Flauzino Neto colocou que é "a política de juros altos e de superávit primário tem prejudicado trabalhadores e empresários, impedindo o crescimento econômico e sufocando o crescimento da indústria e do setor produtivo".
"É grande a disputa dos trabalhadores e empresários nacionais com banqueiros, que estão sendo beneficiados com o dinheiro que está sendo alocado do Orçamento para o superávit primário. Com o país destinando todo ano R$ 239 bilhões para o pagamento de juros aos nossos credores, faltam recursos para as questões de apoio ao trabalhador, como o Sine", disse Flauzino.
O dirigente sindical defendeu "a regulamentação da Convenção 151 da OIT (que dispõe sobre o direito a negociação coletiva, organização e custeio das entidades sindicais e a greve no serviço público) para combater os problemas que atingem os trabalhadores do setor público que sofrem com assédio moral e falta de estrutura".
"Um exemplo: não tem uma política definida de pagar vale-transporte para todos os trabalhadores do setor público. O auxílio transporte é insuficiente e o trabalhador às vezes precisa pagar para ir trabalhar", indicou Flauzino.

15 outubro 2013

O Petróleo é Nosso! Não ao Leilão do Pré-Sal!




Estou  na defesa do Pré-Sal brasileiro, me colocando contrário ao leilão do campo de Libra, marcado para o dia 21/10 na próxima semana, junto com várias entidades representativas do povo brasileiro (ASSEMDA, CGTB, CSP-CONLUTAS entre outras).

O campo de Libra, é o maior dos campos do pré-sal e também um dos maiores do mundo, sua reservas são estimadas em 14 bilhões de barris, descoberta essa, graças ao esforço de anos e anos de  pesquisa, desenvolvimento e suor do povo brasileiro. O que está em jogo são os valores gerados por Libra, pois, serão retirado aproximadamente 700 milhões de barris/ano; se cada barril for vendido por US$ 90,00 (cotação média do barril no mercado internacional), retirando disso o custo de US$ 20,00, teremos arredondamente algo de US$ 50 bilhões/ano, durante 20 anos de produção. Resolvendo os problemas de contas externas, balança comercial e permitindo ao governo federal controlar a suas contas, abaixando o juros (não dependeríamos da entrada de dólares por essa via) e diminuindo a necessidade de superávit fiscal, liberando o orçamento da União para mais Investimentos, Programas Sociais, aos Servidores e ao Desenvolvimento (com esse montante daria para manter 800 anos o que se gasta hoje com educação) .

08 agosto 2013

Mario Possas em Entrevista

Em excelente, entrevista ao Blog da Associação Keynesiana Brasileira, o Prof. Mário Possas, coloca a sua visão sobre economia e política, sua formação e sua trajetória de produção acadêmica, deste quem sem dúvida é um dos mais brilhantes pensadores da economia nacional.

Segue a entrevista

a) Por que você resolveu estudar economia?
Vim da Engenharia: me formei em Comunicações em 1970 (IME) e já me interessava por Economia antes disso. Depois de 3 anos de trabalho entrei para a primeira turma de Mestrado em Economia da UNICAMP para viver de bolsa. Como dizia na época, “não me interessa abrir a caixa-preta, e sim saber onde ela está ligada”.
b) Em que momento você teve contato com as ideias de Keynes? Qual foi sua reação a elas?
Durante o Mestrado. Também tive contato em simultâneo com Kalecki, a quem preferia por ser mais direto e menos confuso (ele também tinha currículo de engenharia, não sei se chegou a se graduar). Aprendi no Doutorado a entender e valorizar mais Keynes, não só sendo aluno da Conceição e do Belluzzo, mas lendo Minsky (principalmente o JMK de 1975).
c) Que pessoas você considera seus mentores no estudo de economia?

12 julho 2013

11 de julho Dia Nacional de Lutas

Apoio a Luta Geral dos Trabalhadores

A ASSEMDA (servidores do MDA) e os servidores do INCRA e com apoio do MST, se juntaram a mobilização do Dia Nacional de Lutas. 
Marcaram a participação, através de seus Diretores Almir Cézar e Flauzino Neto (ASSEMDA), foram entrevistados pela Rede Record do DF, do programa Balanço Geral.



30 julho 2010

Economistas e Estatísticos na luta pela ANSEEFE


Da luta pela aprovação surgiu a Associação Nacional dos Economistas e Estatísticos do Poder Executivo Federal (ANSEEFE) - que será oficialmente fundada no dia 13 de agosto. Vários responsáveis pela iniciativa reuniram-se com a presidência do COFECON no último dia 21 em busca de apoio e realização de atividades conjuntas na valorização do profissional Economista.

14 junho 2010

Banco Central na Contra-Mão da História.

SABOTAGEM DO COPOM


A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de elevar a taxa de juros para 10,25% ao ano é uma ducha fria no setor produtivo brasileiro que começou a se recuperar da convalescência causada pelos reflexos da crise econômica mundial.

04 junho 2010

Não Existe Venda a Prazo Sem Juros!

Não existe venda a prazo sem juros. É simples assim: n-ã-o e-x-i-s-t-e. Se alguém te falar nisso, se você vir isso numa propaganda, não acredite. Você pode até encontrar algum bom negócio em uma promoção dessas, só não pode ser ingênuo.
Escrevo assim porque recebi um e-mail falando sobre o assunto depois da coluna passada, cujo tema era a mania brasileira de comprar televisores novos às vésperas da Copa do Mundo – mesmo tendo de pagar juros por isso. O Luiz escreveu assim: “Hoje em dia só paga juros quem quer. Você pode comprar pela internet ou em grandes hipermercados, tudo em 12 vezes sem juros, vai me dizer que você não sabia?”
Infelizmente, Luiz, essas promoções que apregoam 12 vezes sem juros são falsas. Os juros estão embutidos, e há uma lógica nisso.

02 junho 2010

Lendas dos Tucanos

Mais Lendas tucanas

O embate político visando às próximas eleições tem alcançado temperaturas elevadas. Diante da falta de projetos para o País, os tucanos apelam para a estratégia de repetir ad nauseam algumas lendas. A idéia é incutir no eleitor que as administrações do PSDB, desde 1995, significaram um sucesso extraordinário.

Em artigo na imprensa local, um prócer tucano volta à carga neste repeteco cansativo que consiste em glorificar seus líderes e se apropriar de méritos alheios. Já escrevi vários artigos mostrando por que tudo (ou quase) não passa de lendas. Porém, como insistem na difusão das mesmas, resgatemos mais uma vez a verdade.

Primeira lenda – “Como ministro da Fazenda, FHC tira o Brasil da tragédia da hiperinflação ao criar o Plano Real”. Assertiva falsa: quando a lei 8.880 de 27/5/94, que instituiu a Unidade Real de Valor (URV) – base do Plano Real –, foi assinada por Itamar Franco e pelos ministros Rubens Ricúpero e Ciro Gomes, FHC sequer era candidato. A propósito, José Serra (por oportunismo ou não) foi contra o Plano desde o início; até mesmo quando FHC o encampou!

Cantam eles loas ao Plano Real porque este teria tido o mérito de ‘estabilizar’ a economia. Ora, durante a ‘Era FHC’ o Brasil quebrou três vezes e teve de recorrer, em todas elas, ao FMI, aumentando consideravelmente nossa vulnerabilidade externa. A dívida pública pulou de R$ 61,3 bilhões para R$ 623,2 bilhões; a dívida externa passou de US$ 128 bilhões para US$ 280 bilhões. Pergunto, que “estabilidade” é essa que promove o desemprego, pauperiza a população e privilegia os banqueiros nacionais e, fundamentalmente, os internacionais?

Segunda lenda – “José Serra foi o deputado que mais propostas aprovou na Constituinte de 1988”. Ah é? Como explicar então que o DIAP deu nota 3,75 para o Serra e nota10 para o Lula? Mais, quem desfigurou a “Constituição Cidadã”? Respondo: FHC, que com a ajuda de Serra a transformou numa colcha de retalhos para que o patrimônio nacional pudesse ser, em grande parte, açambarcado por monopólios estrangeiros.

Atendendo à cartilha neoliberal, o governo do PSDB pôde então entregar aos interesses externos quase todas as empresas nacionais estratégicas. Só não fez mais porque não teve tempo e porque o povo não deixou. Vendeu 88 delas ao preço de U$ 100 bilhões (só a Vale do Rio Doce valia US$ 130 bilhões!!).

Terceira Lenda – “Serra foi o ‘pai dos genéricos’! Falso: Jamil Haddad, ministro da Saúde de Itamar, é que o foi; “O Seguro Desemprego é de paternidade tucana”! Falso também: tudo começou com o governo Sarney quando os tucanos nem existiam ainda. Bom, há várias outras lendas cantadas em prosa e verso por líderes do PSDB.

Uma última questão. Diz o prócer tucano local que José Serra ostenta “uma carreira político-administrativa altaneira e fecunda”; e insinua que Dilma Roussef só faz “bravatas juvenis”. O grande problema é que o cidadão não comprova nem uma coisa nem outra. “Altaneira e fecunda”? Onde? Quando? Apelemos a Diógenes de Sínope. Quem sabe ele, com sua lanterna, possa nos ajudar a encontrar as respostas.

Emerson Leal – Doutor em Física Atômica e Molecular e vice-prefeito de São Carlos.

31 maio 2010

A Previdência é Superavitária (II).


Seguridade Social:acesso à saúde, à previdência e à assistência social.

Pelo fim do fator previdenciário

Lindolfo Luiz dos Santos Neto (*)

Instituído no período neoliberal de FHC, o fator previdenciário é um mecanismo nefasto que subtrai em alguns casos mais de 40% do valor do benefício da aposentaria dos trabalhadores que iniciam o trabalho mais cedo. Diante desse descalabro para com os aposentados e com as mudanças que vivencia o país, ficou clara a necessidade da remoção desse entulho neoliberal.

As propostas apresentadas até o momento, como a formula 85/95, não atendem aos interesses dos trabalhadores, pois penalizam quem começa a trabalhar mais cedo. Tanto o fator previdenciário quanto os outros redutores estão sob a lógica do pseudo “déficit da previdência”, alardeado com o objetivo de tirar direitos adquiridos pelos trabalhadores na Constituição de 1988.

No Fórum Nacional da Previdência, a bancada dos trabalhadores e aposentados demonstrou que a Seguridade Social é superavitária e resgatou o conceito baseado na Constituição de 1988, que estabelece a pluralidade e a exclusividade das fontes de financiamentos.

Em 2008, a Seguridade Social teve aumento das suas receitas em relação ao ano de 2007, em função do crescimento econômico, do aumento do mercado interno, da ampliação do emprego formal, da renda das famílias e da diminuição do desemprego.

Com R$ 364,9 bilhões de receitas e de R$ 312,6 bilhões em despesas, o orçamento da Seguridade Social - baseado nas contribuições sociais sobre a folha de salário e o faturamento e o lucro das empresas - apresentou um superávit em 2008 de R$ 52,3 bilhões, mesmo diante da perda da CPMF, que daria uma receita adicional de cerca de R$ 40 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência (Anfip).

Esse resultado foi possível em função do crescimento econômico dos últimos cinco anos – com decisiva participação do consumo das famílias -, mesmo com a crise financeira iniciada no último trimestre do ano passado. Fica demonstrado que é possível não só manter como ampliar ações e programas que beneficiem a população mais pobre do país, contribuindo para o crescimento econômico.

Através de um modelo econômico nacional-desenvolvimentista, serão assegurados os recursos necessários para financiar e melhorar a Seguridade Social no Brasil e não cortando os direitos adquiridos ou aumentando o tempo de contribuição dos trabalhadores.

(*) Diretor-financeiro da CGTB e membro do Fórum Nacional da Previdência

26 maio 2010

A Previdência é Superavitária.

“Seguridade Social é e sempre foi superavitária”, diz Lindolfo Santos

“A Seguridade social brasileira é superavitária, sempre foi superavitária”, afirmou Lindolfo dos Santos, diretor de finanças da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e representante da entidade no Conselho Nacional da Previdência. “Em 2008, houve um superávit de R$ 40 bilhões e em 2009 ela fechou o ano com saldo de R$ 22 bilhões, apesar da crise”, ressaltou.

O sindicalista destacou que a Central tem travando uma luta contra todas as tentativas de se impingir um suposto déficit nas contas da Previdência, que na realidade são gastos criados a partir da Constituição de 88, destinados a assegurar direitos à saúde, à previdência e à assistência social.

“O que existe é uma contabilidade que apresenta só os recursos da Previdência, oriundos da folha do trabalho, do salário e da contribuição do empregador”, ressaltou, lembrando que o orçamento da seguridade inclui outras fontes de financiamento, como a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a Contribuição para o financiamento da Seguridade (Cofins).

Lindolfo denunciou que os ataques à Previdência partem de “um sistema financeiro que quer desvincular os recursos que a União deve destinar à seguridade, para atender o superávit primário”. “Queremos reafirmar o nosso compromisso com a luta para a seguridade social no Brasil continuar cada vez mais nas mãos dos brasileiros”, destacou.

Várias lideranças sindicais e de inúmera entidades sociais, amigos e parentes se reuniram sábado passado (22), no Clube Tietê, em São Paulo, para comemorar o aniversário de 59 anos do sindicalista. A confraternização teve ainda a presença de dirigentes do Partido Pátria Livre (PPL), PDT e do PT, que homenagearam a extensa trajetória sindical do aniversariante.

“O Lindolfo é um companheiro que tem dedicado sua vida à luta em defesa do povo, à construção de projeto de desenvolvimento que traga justiça social e progresso ao nosso país, além de garanta a soberania nacional”, destacou o ex-vereador e vice-prefeito de São Carlos, Emerson Leal.

Para o presidente do PPL no Estado de São Paulo, Miguel Manso, o sindicalista é um dirigente sindical exemplar, que liderou greves e os movimentos sociais de resistência à ditadura e sempre esteve presente nas batalhas pela redemocratização do país. “O Brasil só será verdadeiramente livre, se os trabalhadores estiverem cada vez mais organizados e bem representados em todas as instâncias da sociedade”, disse.

O dirigente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Tadeu Morais, lembrou o compromisso de Lindolfo e a dedicação que tem emprestado às bandeiras dos trabalhadores, como a luta para aprovar a emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais.

WALTER FÉLIX


publicada aqui

24 maio 2010

Comparações de duas Eras

Comparações entre os governos Lula e FHC:

Dados do Governo

FHC

LULA

Risco Brasil

2.700 pontos

200 pontos

Salário Mínimo

78 dólares

210 dólares

Dólar

R$ 3,00

R$ 1,78

Divida FMI

Não mexeu

Pagou

Indústria Naval

Não mexeu

Reconstruiu

Universidades Novas

Nenhuma

10

Extensões Universitárias

Nenhuma

45

Escolas Técnicas

Nenhuma

214

Valores e Reservas do Tesouro Nacional

185 bilhões de dólares negativos

209 bilhões de dólares positivos

Créditos para o povo – PIB

14%

34%

Estradas de Ferro

Nenhuma

3 (em andamento)

Estradas Rodoviárias

90% Danificadas

70% Recuperadas

Indústria Automobilística

Em baixa de 20%

Em alta de 30%

Crises Internacionais

04 arrasando o país

Nenhuma pelas reservas acumuladas

Câmbio

Fixo: estourando o Tesouro Nacional

Flututante: com ligeiras
intervenções do BACEN

Taxa de Juros SELIC

27%

8,75 %

Mobilidade Social

2 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza

23 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza

Empregos

780 mil empregos

11 milhões de empregos

Investimentos em Infraestrura

Nenhum

504 bilhões de reais previstos até 2010

Policia Federal

80 prisões

2.750 prisões

Rombo no Estado Brasileiro

30 bilhões (ou mais) nas privatizações

200 milhões de reais pelos Mensaleiros

Mercado Internacional

Sem crédito para comprar uma caixa de fósforo

Investiment Great

Economia Interna

Estagnação total com desinflação inercial

Inclusão de consumidores e surgimento de investidores

Reformas Politica, Administrativa e Tributária

Nenhuma

Nenhuma

Obs.: O Presidente e mais alguns aliados conseguiram ainda os dois maiores eventos esportivos do planeta: Copa do Mundo de Futebol, em 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016. Não por acaso, mas pela respeitabilidade e confiança no Brasil da era Lula. Apesar de alguns “críticos de carteirinha”, estes eventos gerarão investimentos da ordem de U$ 70 bilhões e cerca de 2 milhões de novos empregos diretos e indiretos.


21 maio 2010

Jingle de Campanha do "Mrs. Burns"


A bela música de protesto do, grande Raul Seixas, cabe como música tema do Tucanato e da Campanha do Mr. Burns.: Pois os tucanos, em vez de governar o Brasil (pois não tem capacidade para tal) preferem privatizar, vender e alugar tudo.



A solução pro nosso povo
Eu vou dá
Negócio bom assim
Ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui
É só vim pegar
A solução é alugar o Brasil!...

Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!...

Os estrangeiros
Eu sei que eles vão gostar
Tem o Atlântico
Tem vista pro mar
A Amazônia
É o jardim do quintal
E o dólar dele
Paga o nosso mingau...

Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Pois esse imóvel está prá alugar
Alugar! Ei!
-Grande Solução!...

Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
Agora é free!
Tá na hora é tudo free
Vamo embora
Dá lugar pros outro entrar
Pois esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
Agora é free!
Tá na hora é tudo free
Vamo embora
Dá lugar pros gringos entrar
Pois esse imóvel
Está prá alugar...

Está Prá Alugar Meu Deus! Nós não vamo paga nada! Nós não vamo paga nada! É tudo free! Vamo embora!


Escute aqui

19 maio 2010

O "Mrs. Burns" não é Economista


O Serra, não é economista:

SERRA É DENUNCIADO COMO CONTRAVENTOR POR CONSELHOS DE ECONOMIA (via Cloaca News)

Candidato tucano à Presidência pode pegar até três meses de cadeia

Artigo do jornalista e membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba, Sitônio Pinto, publicado no jornal A União, de João Pessoa, abrigado no site do governo paraibano, informa o seguinte:

“O Conselho Federal de Economia nunca se manifestou sobre o pedido de interpelação judicial e o conseqüente enquadramento do candidato José Serra no Art. 47 do Dec. Lei. 3.688/41, feito pelo Conselho Regional de Economia da Paraíba e endossado pelos Conselhos Regionais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Maranhão, Rondônia e Tocantins, e por dois membros do Conselho Federal de Economia. O pedido teve por motivo o uso indevido da qualificação de economista pelo candidato Serra, que não tem bacharelado em economia nem é registrado em qualquer Conselho Regional de nenhum estado brasileiro. O procedimento do candidato caracteriza falsidade ideológica e charlatanismo, em prejuízo dos que exercem legalmente a profissão.

O Corecon-PB fez a sua parte, denunciando a irregularidade e pedindo providências à entidade competente, – no caso o Conselho Federal de Economia, parte legítima para uma iniciativa jurídica, pois congrega todos os Corecons do Brasil, onde, hipoteticamente, Serra deveria estar inscrito como economista.

Veja o que aconteceu com o denunciante:

18 maio 2010

Social-democracia Neoliberal e o Contraponto de Lula.

Um momento importante na construção da hegemonia neoliberal foi quando o governo de François Mitterrand, na França, depois de um primeiro ano com o programa tradicional da esquerda, de fortalecimento do Estado, nacionalização de empresas, conquistas sociais, etc., deu uma virada radical no segundo ano, incorporando elementos essenciais do Consenso de Washington. Era um elemento novo. Um governo social democrata, ao invés de se opor ao modelo neoliberal pregado e colocado em prática por Reagan e Thatcher, se somava a ela, aderia às privatizações, ao ajuste fiscal, ao Estado mínimo, etc.

Foi seguido por Felipe Gonzalez, na Espanha , e foi se generalizando para a própria América Latina, onde os socialistas chilenos e a Ação Democrática na Venezuela, entre outros, seguiram o mesmo caminho, até que FHC se somou à lista.

FHC queria que Collor fosse a Thatcher brasileira, fazendo o trabalho sujo do programa neoliberal – privatizações, cortes nos gastos sociais, abertura da economia, precarização das relações de trabalho -, para que ele aparecesse como “terceira via”, no estilo Blair. Mas o fracasso de Collor fez com que FHC tivesse que vestir o tailleur da Thatcher e assumisse as tarefas mais duras do neoliberalismo.

O governo FHC foi dos mais regressivos que o Brasil conheceu do ponto de vista social. Depois da melhoria do poder aquisitivo produto do controle inicial da inflação, a desigualdade retornou com força, conforme a maioria dos trabalhadores deixou de ter carteira de trabalho, os níveis de desemprego e sub-emprego subiram muito, a inflação retomou, no final do governo FHC, no bojo da maior recessão dos últimos tempos, a desigualdade se tornou maior do que quando haviam assumido os tucanos.

Na crise que o Brasil enfrentou recentemente, vimos a diferença flagrante entre as atitudes de FHC e de Lula diante da crise. FHC tomou a atitude tradicional de elevar a taxa de juros a 48%, aprofundando a crise, aumentando o desemprego e a recessão. Lula agiu na direção oposta: diminuiu a taxa de juros – que já era mais de cinco vezes menor que na crise anterior -, manteve e estendeu as políticas sociais, o nível de emprego e de atividade econômica foi retomada rapidamente. Agiram em direções radicalmente opostas, contraditórias.

O pacote que o primeiro ministro espanhol de Zapatero anunciou esta semana não se diferencia daquelas tomadas por seu antecessor, Aznar, de direita, na mesma linha do que haviam feito Mitterrand, Felipe Gonzalez, FHC, entre outros. Aderir à idéia de que o Consenso de Washington seria a receita inevitável diante das situações de crise.

Depois de negar, reiteradamente, que faria cortes na sua política social – seu diferencial principal em relação à direita tradicional – Zapatero foi ao Congresso anunciar o maias duro pacote de cortes que se conheceu desde que a Espanha saiu do franquismo. Redução de 5% do salário dos funcionários públicos, congelamento das aposentadorias, corte nos gastos com dependentes, eliminação do cheque-bebê (feito para incentivar a natalidade): com esse pacote, Zapatero se desmente, muda a orientação central da sua política. Nem bem recebeu o telefonema de Obama – que fez questão que se soubesse que o havia chamado e o sentido da sua chamada: urgência de um duro pacote de cortes dos gastos públicos -, Zapatero cumpriu com os requerimentos solicitados pela União Européia e atendeu os critérios do FMI, da mesma forma que o havia feito a Grécia pouco tempo antes.

O fenômeno da social democracia aderida ao neoliberalismo não foi essencialmente brasileiro. FHC seguiu seus mestres europeus, que romperam com o Estado de bem estar social, com o Estado regulador, com a prioridade das políticas sociais. Seu governo foi continuidade do governo de Collor e similar aos de Menam, Carlos Andrés Perez, Fujimori, Carlos Salinas de Gortari, dos governos da Concertação no Chile.

A reação popular não se faz esperar na Espanha, da mesma forma que na Grécia, onde o também social democrata Papandreu tomou as medidas que o FMI ditou como condição da liberação dos empréstimos, como contrapartida da Carta de Intenções – que conhecemos até o passado recente.

A diferença é que agora governos como os da Espanha e da Grécia pertencem a uma nova categoria – os PIIGS: Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha – a que teríamos estado condenados, não tivéssemos derrotado o bloco tucano-demista e assumido uma orientação política e econômica nova, antagônica, contraditória com a herdada por Lula.

Emir Sader - Sociólogo

13 agosto 2009

Homenagem ao Profissional de Economia

Prezados(as) Colegas,
Apenas para demonstrar que a vida nunca foi fácil para os economistas - mas exatamente por isso é que devemos comemorar as vitórias - transcrevo, abaixo, trecho do discurso do economista Ubirajara Dib Zogaib, ao tomar posse como primeiro presidente do Conselho Regional de Economia da 2a. Região - São Paulo, no dia 16/11/1953, no auditório da Biblioteca Pública Municipal de São Paulo (fonte: livro "História do Conselho Regional de Economia - 2a. Região - São Paulo", 2008, p. 27-28): Quer saber mais sobre a profissão de economista leia aqui.
"Segundo os trâmites normais, o Projeto 618/47 [que deu origem à Lei 1.411/51] passou pela Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Educação e Cultura, onde sofreu apreciação mais profunda e recebeu parecer favorável de seu relator, o deputado Barros Carvalho, que apresentou um substitutivo, que foi amplamente discutido pelos membros da comissão e aprovado com emendas numa das últimas reuniões da sessão legislativa de 1947. As nossas principais reinvindicações foram mantidas.
Fundidos na Comissão de Finanças os dois projetos, o substitutivo foi para o Senado em dezembro de 1948, de onde só voltou para a Câmara em 1950 e com diversas emendas.
Em 2 de junho de 1950, o projeto com as emendas é distribuído ao deputados Carlos Mediros para receber parecer na Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Em 8 de junho de 1950, isto é, seis dias após, a comissão aprovava o parecer do deputado Medeiros, apenas aceitando uma das emendas do Senado.
O ano de 1950 foi o mais renhido da luta para a aprovação do projeto. É que se encerrava a legislatura. O projeto, se não fosse aprovado, seria arquivado e a renovação da Câmara traria a necessidade de começar tudo de novo, perante novos deputados que não haviam acompanhado a matéria. (Já escrevi neste blog mais homenagem ao dia do economista)
Porém, com o parecer da Comissão de Educação e Cultura vai o projeto a Plenário no dia 15 de junho de 1950. Estava no Plenário para discussão única e votação final no dia 22 de junho de 1950, quando as 'forças ocultas' voltaram a agir e são aprovados dois requerimentos, no sentido de ser enviado o projeto para audiência às Comissões de Constituição e Justila e de Economia.
Eis que 29 de junho assinala um dia negro para a classe dos economistas brasileiros. O projeto de regulamentação profissional é, nesse dia, distribuído ao então deputado Eduardo Duvivier, na Comissão de Constituição e Justiça, para relatar.
Esse ex-deputado, cujo nome ficou marcado como do maior inimigo de nossa classe, apesar de todos os apelos que lhe foram dirigidos de todas as partes do país, por todas as classes sociais, só se decidiu a manifestar-se sobre o projeto no dia 3 de novembro de 1950, mais de quatro meses após receber o processo, para proferir o mais nefando parecer contra o projeto e contra a classe dos economistas, injuriando até gratuitamente com torpes ironias o maior batalhador por esta causa, o Dr. Reynaldo de Souza Gonçalves.
Nesse mesmo dia foi aprovado o parecer do sr. Duvivier, no qual se declarava pela rejeição do projeto, mas, como isso era impossível nessa segunda fase de tramitação na Câmara, que se fizesse o maior mal possível ao projeto: que se aprovassem as emendas supressivas do Senado.
Mas, Deus está sempre com as boas causas, e houve prorrogação dos trabalhos da Câmara, e, em 15 de janeiro de 1951, foi o projeto a Plenário para discussãio e votação final. mesmo assim, o suplício dos economistas não terminara. Estava tendo início a discussão das emendas quando foram encerrados os trabalhos da legislatura.
Reaberta a Câmara, com os novos deputados, tivemos a felicidade de ver entre eles o economista Fernando Ferrari, que desempenhou papel decisivo na fase final de aprovação do projeto, que não foi arquivado porque já estava em Plenário ao encerramento da legislatura.
Aprovado, finalmente vai à sanção Presidencial, tendo decidido o Sr. Presidente da República apor o seu veto a alguns dispositivos, veto esse que foi aceito pelo Congresso. Assim, no dia 3 de agosto de 1951, o sr. Presidente da República sanciona a Lei número 1.411, que dispõe sobre a profissão de economista. No dia 31 de dezembro de 1951 é assinado o Deceto número 30.353, que cria uma Comissão para regulamentar a Lei número 1.411 e no dia 17 de novembro de 1952 o Decreto Federal número 31.794 aprovava esse regulamento. Estava completada a legislação sobre a profissão do economista e superada no Brasil a fase de empirismo nos estudos econômicos"
Saudações,
Pedro Afonso Gomes

12 agosto 2009

Economia Pós-Keynesiana ou Pós-Keynesiano

Esta é a primeira aula de Macroeconomia II (Prof. Dr. Eduardo Strachman), do mestrado da UNESP, de teor pós-keynesiano. Colocando seus principais conceitos e diferenças com a Macro neo-Liberal e outras correntes.

04 agosto 2009

Educação após Governos Tucanos

Isso aconteceu na educação brasileira após o vento neo-liberal que soprou por aqui (acentuado pelo PSDB-DEM)

01 agosto 2009

Profissão Economista

Economia – uma profissão versátil

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Por Andreza Aguiar – Economista Especialista em Organização e Projetos de Viabilidade Econômico-Financeira

Iniciaremos esse artigo explicando um pouco sobre o que é Economia; essa palavra tão usada nos momentos de crise. E posteriormente falaremos um pouco também sobre o profissional da área. A palavra Economia em grego significa oikonomia, que é composta por dois vocábulos : “oikos” - casa, fortuna, riqueza , propriedade e “nomos” – lei, regras, administração.

Economia é a ciência que estuda as relações humanas denominadas econômicas, avaliáveis em moedas e tendo por fim um consumo. São quatro os princípios exigidos para a análise da definição que são: 1º o agente (homem); 2º a causa final (o consumo); 3º o meio (as relações econômicas) e 4º a diferença específica deste tipo de relações humanas de outras praticadas pelo homem ( avaliáveis em moeda ou dinheiro).Podemos concluir, que o objeto ou o estudo da Economia é a atividade humana denominada econômica e dirigida no sentido de escolher uma alternativa entre muitas, do que fazer com os recursos escassos no mundo.

A sociedade hoje entende muito bem os aspectos que afetam a Economia. Já até ouvi de algumas pessoas que assistem nos telejornais os comentaristas econômicos dizerem “... estamos numa crise...”, “.... existe a probabilidade de aumento da taxa de juros...”“...teremos uma recessão, desemprego...” ora! não é preciso ser um economista para dizer isso ao trabalhador , a dona de casa e ao aposentado, pois já sentem isso na pele. Mas na realidade o papel do economista nisso tudo é de realmente ressaltar o problema e buscar soluções ou alternativas e divulgá-las para a sociedade, de forma que esta possa se adequar sem maiores danos.

Há pouco tempo, o economista Paul Krugman, o vencedor do Nobel de Economia em 2008 escreveu sobre as divergências entre o liberal Milton Friedman e o intervencionista John Maynard Keynes, e revela uma interessante verdade clássica da economia de mercado: “ Ao longo dos últimos dois séculos, o pensamento econômico tem sido dominado pelo conceito do Homo economicus. O Homem Econômico hipotético sabe o que quer. E suas escolhas são impelidas por cálculos racionais sobre como maximizar essa função: se os consumidores estiverem escolhendo entre sucrilhos e müsli ou se os investidores estiverem decidindo entre ações e renda fixa, supõe-se que essas decisões serão baseadas em comparações quanto à “utilidade marginal” ou ao benefício agregado que o comprador terá.” Por isso é que o economista dá tanta importância a história, pois muitas vezes, algumas questões já vêm de acontecimentos anteriores da economia mundial e da história do pensamento econômico.

Com relação aos profissionais de Economia, infelizmente nos deparamos hoje com sua escassez de formandos. Uma sociedade ou uma Organização não vive sem esse profissional que tem sua formação centrada em Economia e Finanças. O economista tem uma ampla formação, com ênfase nas atividades econômico-financeiras, cuja atuação lhe permite múltiplas funções.

Dentro de qualquer Organização o profissional de economia e finanças consegue dar uma visão financeira muito mais abrangente. Até dentro do conceito de Mapa Estratégico e Balance Score Card, criado por Michael Porter e Robert Kaplan – está lá no topo das perspectivas - a Perspectiva Financeira da empresa.

Hoje os executivos de finanças,chamados CFO’s, estão e devem estar muito mais antenados a reinventar o seu papel na Organização para agregar mais valor, é o que trata o livro Gestão Financeira Moderna de Jeremy Hope. Os CFO’s são muito mais participativos nas tomadas de decisões estratégicas, compreendem mais a necessidade do negócio, ajudam os gerentes comerciais a ampliar seus conhecimentos de finanças , dentre outros e o mais importante de todos; conhecem muito bem o operacional.

Estudos Mercadológicos, Auditorias, Perícias, Cálculos, Projetos Econômico-financeiros são algumas opções de trabalho caso o economista queira exercer-se como profissional liberal. Vale ressaltar, seja para qualquer profissão; para exercê-la legalmente, o profissional deverá ser registrado em sua Entidade de Classe, no caso do economista é o Corecon – Conselho Regional de Economia.

Enfim, o mercado de trabalho para o economista é muito abrangente. Já saímos da faculdade com noções de administração, contabilidade, estatística, direito e é claro, de economia em várias frentes e pensamentos, e que poderemos nos aprofundar conforme nosso interesse de carreira. Cabe ao profissional formado, estar sempre em desenvolvimento, se capacitando e se reciclando, ser altamente eficaz pois o mercado é muito concorrido, não só entre os economistas, mas com outras formações também. Mas, assim como existe o conceito da Estratégia do Oceano Azul, escrita por W.Chan Kim e R. Mauborgne; saía do oceano vermelho, onde existem muitos concorrentes e crie ou encontre novos espaços e torne a concorrência irrelevante.


Fonte: via vale