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Política para o Futuro.
04 Junho 2010
Não Existe Venda a Prazo Sem Juros!
02 Junho 2010
Lendas dos Tucanos
Mais Lendas tucanas
O embate político visando às próximas eleições tem alcançado temperaturas elevadas. Diante da falta de projetos para o País, os tucanos apelam para a estratégia de repetir ad nauseam algumas lendas. A idéia é incutir no eleitor que as administrações do PSDB, desde 1995, significaram um sucesso extraordinário.
Em artigo na imprensa local, um prócer tucano volta à carga neste repeteco cansativo que consiste em glorificar seus líderes e se apropriar de méritos alheios. Já escrevi vários artigos mostrando por que tudo (ou quase) não passa de lendas. Porém, como insistem na difusão das mesmas, resgatemos mais uma vez a verdade.
Primeira lenda – “Como ministro da Fazenda, FHC tira o Brasil da tragédia da hiperinflação ao criar o Plano Real”. Assertiva falsa: quando a lei 8.880 de 27/5/94, que instituiu a Unidade Real de Valor (URV) – base do Plano Real –, foi assinada por Itamar Franco e pelos ministros Rubens Ricúpero e Ciro Gomes, FHC sequer era candidato. A propósito, José Serra (por oportunismo ou não) foi contra o Plano desde o início; até mesmo quando FHC o encampou!
Cantam eles loas ao Plano Real porque este teria tido o mérito de ‘estabilizar’ a economia. Ora, durante a ‘Era FHC’ o Brasil quebrou três vezes e teve de recorrer, em todas elas, ao FMI, aumentando consideravelmente nossa vulnerabilidade externa. A dívida pública pulou de R$ 61,3 bilhões para R$ 623,2 bilhões; a dívida externa passou de US$ 128 bilhões para US$ 280 bilhões. Pergunto, que “estabilidade” é essa que promove o desemprego, pauperiza a população e privilegia os banqueiros nacionais e, fundamentalmente, os internacionais?
Segunda lenda – “José Serra foi o deputado que mais propostas aprovou na Constituinte de 1988”. Ah é? Como explicar então que o DIAP deu nota 3,75 para o Serra e nota10 para o Lula? Mais, quem desfigurou a “Constituição Cidadã”? Respondo: FHC, que com a ajuda de Serra a transformou numa colcha de retalhos para que o patrimônio nacional pudesse ser, em grande parte, açambarcado por monopólios estrangeiros.
Atendendo à cartilha neoliberal, o governo do PSDB pôde então entregar aos interesses externos quase todas as empresas nacionais estratégicas. Só não fez mais porque não teve tempo e porque o povo não deixou. Vendeu 88 delas ao preço de U$ 100 bilhões (só a Vale do Rio Doce valia US$ 130 bilhões!!).
Terceira Lenda – “Serra foi o ‘pai dos genéricos’! Falso: Jamil Haddad, ministro da Saúde de Itamar, é que o foi; “O Seguro Desemprego é de paternidade tucana”! Falso também: tudo começou com o governo Sarney quando os tucanos nem existiam ainda. Bom, há várias outras lendas cantadas em prosa e verso por líderes do PSDB.
Uma última questão. Diz o prócer tucano local que José Serra ostenta “uma carreira político-administrativa altaneira e fecunda”; e insinua que Dilma Roussef só faz “bravatas juvenis”. O grande problema é que o cidadão não comprova nem uma coisa nem outra. “Altaneira e fecunda”? Onde? Quando? Apelemos a Diógenes de Sínope. Quem sabe ele, com sua lanterna, possa nos ajudar a encontrar as respostas.
Emerson Leal – Doutor
31 Maio 2010
A Previdência é Superavitária (II).
Seguridade Social:acesso à saúde, à previdência e à assistência social.
Pelo fim do fator previdenciário
Lindolfo Luiz dos Santos Neto (*)
Instituído no período neoliberal de FHC, o fator previdenciário é um mecanismo nefasto que subtrai em alguns casos mais de 40% do valor do benefício da aposentaria dos trabalhadores que iniciam o trabalho mais cedo. Diante desse descalabro para com os aposentados e com as mudanças que vivencia o país, ficou clara a necessidade da remoção desse entulho neoliberal.
As propostas apresentadas até o momento, como a formula 85/95, não atendem aos interesses dos trabalhadores, pois penalizam quem começa a trabalhar mais cedo. Tanto o fator previdenciário quanto os outros redutores estão sob a lógica do pseudo “déficit da previdência”, alardeado com o objetivo de tirar direitos adquiridos pelos trabalhadores na Constituição de 1988.
No Fórum Nacional da Previdência, a bancada dos trabalhadores e aposentados demonstrou que a Seguridade Social é superavitária e resgatou o conceito baseado na Constituição de 1988, que estabelece a pluralidade e a exclusividade das fontes de financiamentos.
Em
Com R$ 364,9 bilhões de receitas e de R$ 312,6 bilhões em despesas, o orçamento da Seguridade Social - baseado nas contribuições sociais sobre a folha de salário e o faturamento e o lucro das empresas - apresentou um superávit em 2008 de R$ 52,3 bilhões, mesmo diante da perda da CPMF, que daria uma receita adicional de cerca de R$ 40 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência (Anfip).
Esse resultado foi possível em função do crescimento econômico dos últimos cinco anos – com decisiva participação do consumo das famílias -, mesmo com a crise financeira iniciada no último trimestre do ano passado. Fica demonstrado que é possível não só manter como ampliar ações e programas que beneficiem a população mais pobre do país, contribuindo para o crescimento econômico.
Através de um modelo econômico nacional-desenvolvimentista, serão assegurados os recursos necessários para financiar e melhorar a Seguridade Social no Brasil e não cortando os direitos adquiridos ou aumentando o tempo de contribuição dos trabalhadores.
(*) Diretor-financeiro da CGTB e membro do Fórum Nacional da Previdência
