A História e Evolução da Escola dos Pós-Keynesianos

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Mais um concurso fajuto de Itapeva-SP

Este texto fora extraído de um blog, onde o proprietário é de São Paulo, mestre em arquitetura (Ricardo Rossini) e, critica o tão falado concurso de arquitetura para construção de um teatro em Itapeva-SP, pela mídia chapa branca deste município, se esse concurso inocente é "mandraque" imaginem os outros... ( dessa vez a crítica não partiu deste escriba aqui):

"Olá pessoal!

Tem passado o tempo e eu não atualizo o blog não é...coisa feia!

Passou o Ópera Prima, com projetos muito bem feitos por alunos de arquitetura de todo o Brasil e eu não comentei nada. O prêmio também mostrou que a hegemonia das faculdades públicas não é mais a mesma, já que muitas universidades particulares estiveram entre os premiados.

Falei que iria comentar do concurso do MIS, vencido pelo DS+R, mas não falei. Comentei também que iria falar do projeto do Museu da Unicamp, e mais uma vez não falei.

Droga!! Queria voltar a ter tempo de postar bastante coisa por aqui, mas é que estou fazendo a casa que comentei com vocês e está complicado me concentrar e postar algo.

Hoje vou comentar rapidamente sobre o Concurso para o novo Teatro Municipal de Itapeva.

Ok, sei que não é Paris, nem Barcelona, mas é um concurso nacio....ops...não é nacional...O concurso é restrito ao Estado de São Paulo.

Querem outras notícias? Vamos lá...

O Concurso não é só para arquitetos, mas engenheiros podem participar também...Imagina só a criatividade dos projetos? Sensacional...

Nada contra os engenheiros, mesmo porque em equipes multidisciplinares a presença deles é importantíssima para alguns assuntos, mas levar a cabo sozinho um projeto de um Teatro, não acho que o resultado final seria tão satisfatório quanto o de um arquiteto.

Mas vocês devem estar pensando que apesar de tudo isso, o prêmio é significativo...Certo?

Não...não...Pensaram errado. O prêmio é de 8 mil reais. Da vontade de rir!

Não sei qual é o problema do Município de Itapeva, mas esse concurso já nasceu todo errado.

Porque não um concurso nacional? (acabei de ler no site “concursos de projeto” que o concurso é aberto a todo Brasil, desde que o ganhador, no final, seja filiado ao CREA-SP).

Porque no edital não existe nenhuma informação sobre o preço que será pago para a elaboração do projeto executivo?

Um concurso para o projeto de um Teatro deve mesmo ser aberto a Engenheiros? (novamente, uma das pessoas que penso eu ser responsável pelo edital, diz que o concurso é aberto a todos, inclusive técnico em edificações, pois eles não estão tratando ninguém com diferença. Segundo suas próprias palavras: “...E se o fizerem com projetos de qualidade que venham a ser selecionado, qual o problema?(de ganharem óbvio)...”

Triste!

Olha, realmente é complicado, pois a gente critica tanto nosso IAB, que quando paro e penso em um concurso desses, que não foi organizado pelo órgão que representa nossa classe, vejo que se é ruim com ele, é muito pior sem ele.

I ai, alguém se habilita a tentar o tal concurso?

Sem querer falar, mas se alguém for querer apresentar algumas perspectivas eletrônicas, com boas plotagens, painéis e mais o custo do envio, os 8 mil reais não dá nem para pagar isso. Esses 8 mil é somente 0.16% do valor total do projeto.

Que valorização da nossa profissão!!

Uma pena!

Tem algumas coisas que poderiam ser melhores, mas não adianta! Tem pessoas que não se esforçam em nada para essa melhora!

Quem sabe o projeto vencedor seja realmente bom...não torço contra, mas que tudo caminha para um final triste, isso é fato.

Saudações."

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Porteiro de Prostíbulo

Não havia no povoado pior ofício do que "porteiro do prostíbulo". Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.

Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.

Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções. Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, Senhor - balbuciou - mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.

Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?

Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.

Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.

Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim o fez.

No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho para perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de compra-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que ...
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.

Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem. Façamos um trato - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?

Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias... aceitou.

Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?

O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: "não disponho de tempo para viajar para fazer compras".

Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.

Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.

De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viajem, faziam encomendas.

Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.

Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.

Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente.

Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.

Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc.. E após foram os pregos e os parafusos...

Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.

Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.

No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de Atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O Senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto: o que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever ... ainda seria o porteiro do prostíbulo!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: "a água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.

Autor Desconhecido

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Homenagem ao Profissional de Economia

Prezados(as) Colegas,
Apenas para demonstrar que a vida nunca foi fácil para os economistas - mas exatamente por isso é que devemos comemorar as vitórias - transcrevo, abaixo, trecho do discurso do economista Ubirajara Dib Zogaib, ao tomar posse como primeiro presidente do Conselho Regional de Economia da 2a. Região - São Paulo, no dia 16/11/1953, no auditório da Biblioteca Pública Municipal de São Paulo (fonte: livro "História do Conselho Regional de Economia - 2a. Região - São Paulo", 2008, p. 27-28): Quer saber mais sobre a profissão de economista leia aqui.
"Segundo os trâmites normais, o Projeto 618/47 [que deu origem à Lei 1.411/51] passou pela Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Educação e Cultura, onde sofreu apreciação mais profunda e recebeu parecer favorável de seu relator, o deputado Barros Carvalho, que apresentou um substitutivo, que foi amplamente discutido pelos membros da comissão e aprovado com emendas numa das últimas reuniões da sessão legislativa de 1947. As nossas principais reinvindicações foram mantidas.
Fundidos na Comissão de Finanças os dois projetos, o substitutivo foi para o Senado em dezembro de 1948, de onde só voltou para a Câmara em 1950 e com diversas emendas.
Em 2 de junho de 1950, o projeto com as emendas é distribuído ao deputados Carlos Mediros para receber parecer na Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Em 8 de junho de 1950, isto é, seis dias após, a comissão aprovava o parecer do deputado Medeiros, apenas aceitando uma das emendas do Senado.
O ano de 1950 foi o mais renhido da luta para a aprovação do projeto. É que se encerrava a legislatura. O projeto, se não fosse aprovado, seria arquivado e a renovação da Câmara traria a necessidade de começar tudo de novo, perante novos deputados que não haviam acompanhado a matéria. (Já escrevi neste blog mais homenagem ao dia do economista)
Porém, com o parecer da Comissão de Educação e Cultura vai o projeto a Plenário no dia 15 de junho de 1950. Estava no Plenário para discussão única e votação final no dia 22 de junho de 1950, quando as 'forças ocultas' voltaram a agir e são aprovados dois requerimentos, no sentido de ser enviado o projeto para audiência às Comissões de Constituição e Justila e de Economia.
Eis que 29 de junho assinala um dia negro para a classe dos economistas brasileiros. O projeto de regulamentação profissional é, nesse dia, distribuído ao então deputado Eduardo Duvivier, na Comissão de Constituição e Justiça, para relatar.
Esse ex-deputado, cujo nome ficou marcado como do maior inimigo de nossa classe, apesar de todos os apelos que lhe foram dirigidos de todas as partes do país, por todas as classes sociais, só se decidiu a manifestar-se sobre o projeto no dia 3 de novembro de 1950, mais de quatro meses após receber o processo, para proferir o mais nefando parecer contra o projeto e contra a classe dos economistas, injuriando até gratuitamente com torpes ironias o maior batalhador por esta causa, o Dr. Reynaldo de Souza Gonçalves.
Nesse mesmo dia foi aprovado o parecer do sr. Duvivier, no qual se declarava pela rejeição do projeto, mas, como isso era impossível nessa segunda fase de tramitação na Câmara, que se fizesse o maior mal possível ao projeto: que se aprovassem as emendas supressivas do Senado.
Mas, Deus está sempre com as boas causas, e houve prorrogação dos trabalhos da Câmara, e, em 15 de janeiro de 1951, foi o projeto a Plenário para discussãio e votação final. mesmo assim, o suplício dos economistas não terminara. Estava tendo início a discussão das emendas quando foram encerrados os trabalhos da legislatura.
Reaberta a Câmara, com os novos deputados, tivemos a felicidade de ver entre eles o economista Fernando Ferrari, que desempenhou papel decisivo na fase final de aprovação do projeto, que não foi arquivado porque já estava em Plenário ao encerramento da legislatura.
Aprovado, finalmente vai à sanção Presidencial, tendo decidido o Sr. Presidente da República apor o seu veto a alguns dispositivos, veto esse que foi aceito pelo Congresso. Assim, no dia 3 de agosto de 1951, o sr. Presidente da República sanciona a Lei número 1.411, que dispõe sobre a profissão de economista. No dia 31 de dezembro de 1951 é assinado o Deceto número 30.353, que cria uma Comissão para regulamentar a Lei número 1.411 e no dia 17 de novembro de 1952 o Decreto Federal número 31.794 aprovava esse regulamento. Estava completada a legislação sobre a profissão do economista e superada no Brasil a fase de empirismo nos estudos econômicos"
Saudações,
Pedro Afonso Gomes

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Economia Pós-Keynesiana ou Pós-Keynesiano

Esta é a primeira aula de Macroeconomia II (Prof. Dr. Eduardo Strachman), do mestrado da UNESP, de teor pós-keynesiano. Colocando seus principais conceitos e diferenças com a Macro neo-Liberal e outras correntes.

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