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21 maio 2010

Jingle de Campanha do "Mrs. Burns"


A bela música de protesto do, grande Raul Seixas, cabe como música tema do Tucanato e da Campanha do Mr. Burns.: Pois os tucanos, em vez de governar o Brasil (pois não tem capacidade para tal) preferem privatizar, vender e alugar tudo.



A solução pro nosso povo
Eu vou dá
Negócio bom assim
Ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui
É só vim pegar
A solução é alugar o Brasil!...

Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!...

Os estrangeiros
Eu sei que eles vão gostar
Tem o Atlântico
Tem vista pro mar
A Amazônia
É o jardim do quintal
E o dólar dele
Paga o nosso mingau...

Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Pois esse imóvel está prá alugar
Alugar! Ei!
-Grande Solução!...

Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
Agora é free!
Tá na hora é tudo free
Vamo embora
Dá lugar pros outro entrar
Pois esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
Agora é free!
Tá na hora é tudo free
Vamo embora
Dá lugar pros gringos entrar
Pois esse imóvel
Está prá alugar...

Está Prá Alugar Meu Deus! Nós não vamo paga nada! Nós não vamo paga nada! É tudo free! Vamo embora!


Escute aqui

13 maio 2009

Aula de Economia Internacional

Isso mostra como fica a circulação de recursos numa economia local, com o setor externo (investimento estrangeiro).

Mês de agosto, às margens do Mar Negro. Chovia muito e o vilarejo estava totalmente abandonado.

     Eram tempos muito difíceis e todos tinham dívidas e viviam de empréstimos.

     De repente, chega ao vilarejo um turista (setor externo) muito rico. Entra no único hotel do vilarejo, coloca sobre o balcão uma nota de 100 euros e sobe as escadas para escolher um quarto.

     O dono do hotel pega os 100 euros e corre para pagar sua dívida com o açougueiro.

     O açougueiro pega o dinheiro e corre para pagar o criador de gado.

     O criador pega o dinheiro e corre para pagar a prostituta do vilarejo, que por conta da crise, trabalhou fiado.

     A prostituta corre para o hotel e paga o dono pelo quarto que alugou para atender seus clientes.

     Nesse instante, o turista desce as escadas após examinar os quartos, pega o dinheiro de volta (na verdade pega com juros e mais lucro), diz que não gostou de nenhum dos quartos e abandona o vilarejo.

     Ninguém lucrou absolutamente nada, mas toda a aldeia vive hoje sem dívidas, otimista por um futuro melhor....

fonte: recebi por email autor desconhecido.

06 março 2009

A Crise

UM HOMEM VIVIA À BEIRA DE UMA ESTRADA. ELE NÃO TINHA RÁDIO, TELEVISÃO E NEM LIA JORNAIS, MAS TINHA ÓTIMA FREGUESIA, VENDIA ALI BONS CACHORROS QUENTES.
ELE SE PREOCUPAVA COM A DIVULGAÇÃO DO SEU NEGÓCIO E COLOCAVA CARTAZES PELA ESTRADA, OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA E AS VENDAS FORAM AUMENTANDO E, CADA VEZ MAIS ELE COMPRAVA O MELHOR PÃO E A MELHOR SALSICHA.FOI NECESSÁRIO TAMBÉM ADQUIRIR UM FOGÃO MAIOR PARA ATENDER UMA GRANDE
QUANTIDADE DE CONSUMIDORES - O NEGÓCIO PROSPERAVA.SEU CACHORRO QUENTE ERA O MELHOR DA REGIÃO!
VENCEDOR, ELE CONSEGUIU PAGAR UMA BOA ESCOLA AO FILHO. O MENINO CRESCEU, E FOI ESTUDAR ECONOMIA NUMA DAS MELHORES FACULDADES DO PAÍS. FINALMENTE, O FILHO JÁ FORMADO, VOLTOU PARA CASA, NOTOU QUE O PAICONTINUAVA COM A VIDINHA DE SEMPRE E TEVE UMA SÉRIA CONVERSA COM ELE:
- PAI, ENTÃO VOCÊ NÃO OUVE RÁDIO? VOCÊ NÃO VÊ TELEVISÃO E NÃO LÊ OS JORNAIS? HÁ UMA GRANDE CRISE NO MUNDO. A SITUAÇÃO DO NOSSO PAÍS É CRÍTICA. ESTÁ TUDO RUIM. O BRASIL VAI QUEBRAR.
DEPOIS DE OUVIR AS CONSIDERAÇÕES DO FILHO DOUTOR, O PAI PENSOU:
'BEM, SE MEU FILHO QUE ESTUDOU ECONOMIA, LÊ JORNAIS, VÊ TELEVISÃO, ACHA ISTO, ENTÃO SÓ PODE ESTAR COM A RAZÃO'.
COM MEDO DA CRISE, O PAI PROCUROU UM FORNECEDOR DE PÃO MAIS BARATO (E É CLARO, PIOR) E COMEÇOU A COMPRAR SALSICHAS MAIS BARATA (QUE ERA, TAMBÉM, A PIOR). PARA ECONOMIZAR, PAROU DE FAZER CARTAZES DE PROPAGANDA NA ESTRADA. ABATIDO PELA NOTÍCIA DA CRISE JÁ NÃO OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA.
AS VENDAS COMEÇARAM A CAIR E FORAM CAINDO, CAINDO E CHEGARAM A NÍVEIS INSUPORTÁVEIS E O NEGÓCIO DECACHORRO QUENTE DO VELHO, QUE ANTES GERAVA RECURSOS ATÉ PARA FAZER OFILHO ESTUDAR ECONOMIA NA MELHOR ESCOLA, QUEBROU..O PAI, TRISTE, ENTÃO FALOU PARA O FILHO:
- VOCÊ ESTAVA CERTO, MEU FILHO, NÓS ESTAMOS NO MEIO DE UMA GRANDE CRISE.
E COMENTOU COM OS AMIGOS, ORGULHOSO:
- BENDITA A HORA EM QUE EU FIZ MEUFILHO ESTUDAR ECONOMIA, ELE ME AVISOU DA CRISE.
APRENDEMOS UMA GRANDE LIÇÃO:
VIVEMOS EM UM MUNDO CONTAMINADO DE MÁS NOTÍCIAS E SE NÃO TOMARMOS O DEVIDO CUIDADO, ESSAS MÁS NOTÍCIAS NOS INFLUENCIARÃO A PONTO DE ROUBAR A PROSPERIDADE DE NOSSAS VIDAS.
Fonte: Anônimo por Email.

25 novembro 2008

Homem e Mulher: Existe alguma relação econômica?

Recebi por email, não tem cabimento mas, é boa vale apena:
Procurando Marido Rico (publicado em um fórum de site financeiro) Uma garota escreveu pedindo dicas, a um site de economia financeira ou banco, sobre como arrumar marido rico. Só issojá é insólito, mas o melhor da história é que um cara, possivelmente umeconomista ou investidor, deu a ela uma resposta bem fundamentada.
Ela:- Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão dedólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso? Vocês poderiam me mandar algumas dicas? Namorei um homem de negócios que ganha por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso e 250 mil não vão me fazer morar em Central ParkWest. Conheço uma mulher da minha aula de ioga, que casou com um banqueiro e viveem Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz?Como eu chego ao nível dela?
'Ass: Rafaela S...
Ele:- Li seu anúncio com grande interesse, pensei cuidadosamente sobre seu dilema e fiz uma análise da situação. Primeiramente, não estou gastando seu tempo, pois me qualifico como um homem que atende seu orçamento; ou seja, eu ganho mais de 500 mil por ano. Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: sua oferta, quando vista da perspectiva de um homem como eu, é simplesmente um péssimo negócio.
Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Ótimo, fácil. Mas tem um problema. Sua aparência vai se acabar e meu dinheiro vaicontinuar existindo, perpetuamente. De fato, é bem possível que meusrendimentos aumentem, mas é certeza absoluta o fato que você não vai ficarnem um pouco mais bonita! Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos.Você não somente sofre depreciação como esta depreciação é progressiva, sempre aumenta! Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar gostosa pelos próximos 5/10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano.
O fim desua aparência começa cedo e em alguns anos você já estará acabada! Então, usando o linguajar de Wall Street, nós a chamaríamos de trading position (posição para comercializar) , e não de buy and hold (compre eretenha), que é o que você deseja... daí o problema casamento. Não faz sentido, do ponto de vista de negócios, comprar você (que é o quevocê quer), portanto prefiro alugá-la. Se você estiver pensando que estou sendo cruel, eu tenho a dizer os eguinte: se meu dinheiro vai se acabar, você também vai. Então, quando sua beleza se esvair eu tenho que ter uma opção de saída. É simples assim.
Um negócio razoável, portanto, é um namoro, e não casamento. Paralelamente a isso, bem no início da minha carreira me ensinaram sobremercados eficientes. Assim, eu me pergunto como uma garota articulada, com classe e maravilhosamente linda como você, ainda não achou seu tio Sukita. Acho difícil acreditar que você é tão bonita quanto diz e os 500 mil dólares ainda não te encontraram, nem que fosse pra um test drive.Por sinal, sempre há um jeito de você descobrir como ganhar dinheiro porconta própria, para que não precisemos ter essas conversas difíceis.
Com tudo isso dito, devo dizer que você está tentando da maneira certa. Éa clássica capitalização via golpe do baú. Espero que tenha sido útil e, se quiser negociar um contrato de aluguel, fale comigo.

12 novembro 2008

O Burro e o Mercado

Recebi esta por email, de minha querida esposa Mariana, e resolvi postar pelo conteúdo econômico e pelo senso de humor:
Uma vez, num pequeno e distante vilarejo, apareceu um homem anunciando que compraria burros por R$10,00 cada. Como havia muitos burros na região, os aldeões iniciaram a caçada. O homem comprou centenas de burros a R$10,00, e como os aldeões diminuíram o esforço na caça, o homem anunciou que pagaria R$20,00 por cada burro. Os aldeões foram novamente à caça, mas logo os burros foram escasseando e os aldeões desistiram da busca. A oferta, pelos burros aumentou, então para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse em caçá-los. O homem então anunciou quecompraria cada burro por R$50,00! Como iria à cidade grande,deixaria seu assistente cuidando da compra dos burros. Na ausência do homem, seu assistente propôs aos aldeões: - 'Sabem osburros que o homem comprou de vocês? Eu posso vendê-los a vocês aR$35,00 cada. Quando o homem voltar da cidade, vocês vendem a elepelos R$50,00 que ele oferece, e ganham uma boa bolada'. Os aldeões pegaram suas economias e compraram todos os burros doassistente. Os dias se passaram, e eles nunca mais viram nem ohomem, nem o seu assistente, somente burros por todos os lados.
'Entendeu agora como funciona o mercado de ações'?

15 dezembro 2007

No tempo do FHC

Numa reunião com o Presidente da Suíça, Fernando Henrique (aquele mesmo que deu as Estatais para os estrangeiros, e acabou com o Pais) apresenta os seus Ministros
Este é o Ministro da Saúde,
Este é o ministro da Educação,
Este é o Ministro da Cultura,
Este é o Ministro da Justiça...
E assim foi.
Chegou a vez do Presidente da Suiça

Este é o Ministro da Saúde,
Este é o Ministro da Fazenda,
Este é o Ministro da Educação,
Este é o Ministro da Marinha...
Nessa altura o FHC começa a rir:
Desculpe, Sr. Presidente, mas para que o Sr. tem um Ministro
da Marinha, se o seu país não tem mar?
O Presidente da Suíça então responde:
- Quando você apresentou os Ministros da Justiça, da
Educação e
da Saúde, EU NÃO RI...

07 novembro 2007

Matemática Implementada pelo P$DB - dos anos 90 a 2000

Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58. Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha bolsa 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950,que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa,que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
5.Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )Sim ( )Não
6. Ensino de matemática em 2007:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você consegue ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
Coloquei como humor, mas, é para chorar com o que foi feito da educação no Brasil.

Aula de Economia

Um garoto chegou em casa e disse para o pai:
- A professora mandou fazer uma frase sobre economia e eu não sei nada disso.
- Não se preocupe meu filho, vou te explicar de uma maneira bem simples, olhe: Eu, que trago o dinheiro para dentro de casa, sou o capitalista; sua mãe, que administra tudo, é o governo; nossa empregada, que faz o trabalho pesado, é a classe operária; seu irmãozinho, o bebê, é o futuro da nação e você é o povo.
Então, o garoto inteligentemente foi dormir pensando em tudo aquilo.
Mais ou menos às três da madrugada, o irmãozinho começou a chorar.
O garoto acordou e viu que o bebê estava todo sujo de cocô.
O menino foi ao quarto dos pais e lá estava a mãe dormindo.
Apesar de chamá-la com insistência, a mãe não acordava, pois dormia profundamente. Então foi ele procurar o pai pela casa e viu que ele estava no quarto transando com a empregada.
No outro dia tirou nota máxima em seu trabalho com esta frase:
'O FUTURO DA NAÇÃO ESTÁ NA MERDA, PORQUE ENQUANTO O CAPITALISTA FODE COM A CLASSE OPERÁRIA, O GOVERNO DORME, IGNORANDO OS APELOS INSISTENTES DO POVO.'

07 outubro 2007

Tipos de estudantes de Economia

Quando li este texto não resisti, copiei e colei também, do blog Le Nouveaux

Segue aí um Ctrl+C/Ctrl+V nervoso achado aqui, sobre os vários tipos de estudantes de economia. Veja aí em qual deles você se enquadra.


Tomando como amostra os alunos de uma turma de um semestre de qualquer curso de graduação em Economia no Brasil, encontramos os seguintes tipos de alunos:
QUASE-HISTORIADOR: aluno que gosta de história, ou de ciências humanas em geral, e escolheu fazer vestibular para economia porque essa seria a ciência social mais propícia ao sucesso profissional, ou o curso dessa área ideologicamente mais eclético. A maioria dos quase-historiadores tende a se interessar pela heterodoxia (ou pela nova economia institucional), e podem se tornar pesquisadores em história econômica, HPE, economia política, desenvolvimento sócio-econômico e economia brasileira. Sua tendência após concluir o curso é de procurar pós-graduação, e seguir vida acadêmica. Por parecerem intelectualódies, em média, os quase-historiadores podem ser considerados "chatos" por parte de seus colegas, particularmente pelos "jovens empreendedores".
POLÍTICO: aluno que tem interesse em seguir carreira nos meios políticos, e, na inexistência de cursos de graduação em ciência política ou administração pública na região onde vive, presta vestibular para economia. Suas áreas de interesse são economia do setor público, direito aplicado à economia e políticas macroeconômicas (a "macroeconomia hidráulica" segundo o Jorge Araújo, de causalidade qualitativa entre políticas, o nível de produto e o nível de preços de uma economia). Alguns políticos abandonam o curso para ingressar em algum "movimento". Após o término do curso, os políticos formados tentam, além de inserir-se em seu meio, realizar concursos públicos.
ORTODOXO ESTRITO: aluno que já tem alguma noção do conteúdo básico de um curso de economia, e espera obter uma boa base de conteúdo quantitativo (matemática, econometria) e teórico (micro e macroeconomia), de acordo com o currículo-padrão de cursos de economia em nível internacional. Contudo, como a grande maior parte dos cursos de graduação em ciências econômicas do Brasil segue uma linha eclética ou heterodoxa, o aluno ortodoxo estrito pode desenvolver o mal-hábito de ficar falando mal de seu curso durante toda a sua graduação, e derreter-se em arrependimentos por não ter escolhido um curso "mais sério" (de ciências exatas), como matemática ou engenharia. Alguns ortodoxos estritos são mais radicais, ignorando inclusive a importância das cadeiras de macroeconomia para seu conhecimento. Alguns ortodoxos estritos são "fraudes acadêmicas", isto é, falam aos seus colegas que são muito bons em matemática, que deveriam estar na FGV ou no IMPA, etc, mas seu desempenho nas provas não corresponde ao seu ego. Por outro lado, os ortodoxos estritos que são realmente bons conseguem obter excelentes resultados no exame Anpec, e cursar pós-graduação em centros mais de acordo com suas preferências.
"JOVEM EMPREENDEDOR": aluno que presta vestibular para economia pensando em seguir um curso prático, indutivo, que o prepare exclusivamente para o mercado profissional, ou como ele mesmo diz, "para ganhar dinheiro". Contudo, como os cursos de economia no Brasil (e, segundo alguns, isso vale em nível internacional) seguem uma linha predominantemente acadêmica e teórica, e pouco voltados para a área de economia empresarial e financeira, tal aluno sente-se decepcionado logo no primeiro semestre. Algumas versões mais caricaturais de sovens empreendedores chegam a afirmar que qualquer conteúdo teórico na economia é inútil: matemática é "abstrato", micro "não corresponde ao mundo real", macro é "política", história "já passou", economia do setor público "é só para funcionário público", cadeiras de pesquisa "são para acadêmicos", e por aí vai. Talvez seja por isso que boa parte dos alunos desse tipo abandonem o curso antes de terminar, mudando para administração ou ciências contábeis (que são, de fato, cursos mais práticos), ou mesmo para ingressar no mercado profissional mais cedo. Praticamente todos procuram estágios profissionais logo no início do curso, o que pode inclusive reforçar a sua decepção com a ciência econômica em sua aplicação ao mundo profissional real. Outros convertem-se em ortodoxos ou heterodoxos e procuram pós-graduação, podendo obter muito sucesso a partir daí. Outros ainda, por inércia, formam-se em economia sem, de fato, acreditar na importância do curso, apenas para ter algum diploma superior.
PERDIDO NA SELVA: aluno que presta vestibular para economia sem saber muito bem (ou absolutamente nada) do que quer de sua vida, tal como muitos vestibulandos de direito e de administração. Durante o curso, o aluno perdido na selva pode se "encontrar", e se converter em ortodoxo, heterodoxo, ou mesmo em "jovem empreendedor decepcionado", seguindo o rumo de seu novo tipo individual. Ou então, continua perdido em uma selva cada vez mais selvagem. Muitos desses alunos "somem" ao longo de sua graduação, desistindo de sua faculdade, ou migrando para ser trabalhador escravo em algum país desenvolvido. Alguns dos que "somem" "voltam" de forma tão misteriosa como aquela em que sumiram. Outros chegam a se formar, com a impressão de que não aprenderam nada com o seu curso.
PS.: todos esses tipos sociais entre cursos de economia são versões caricaturais, descritos em cunho humorístico, e não foram inspirados pessoalmente em ninguém que eu conheça. Os alunos reais tendem a ser combinações lineares de características de todos os grupos. Como nos filmes, "qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, é mera coincidência". Se tu te identificares com algum tipo, é problema teu!
PPS.: acho que faltam alguns tipos minoritários. Se alguém quiser contribuir com novas descrições, pode mandar que eu incluo no post.

09 agosto 2007

Capitalismo

Essa é para descontrair, uma piadinha sobre o Capitalismo:
CAPITALISMO IDEAL (conceito meramente teórico):Você tem duas vacas.Vende uma e compra um touro.Eles se multiplicam, e a economia cresce.Você vende o rebanho e aposenta-se, rico!
CAPITALISMO AMERICANO:Você tem duas vacas.Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas.Fica surpreso quando ela morre.
CAPITALISMO JAPONÊS:Você tem duas vacas.Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite.Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.
CAPITALISMO BRITÂNICO:Você tem duas vacas.As duas são loucas.
CAPITALISMO HOLANDÊS:Você tem duas vacas.Elas vivem juntas, não gostam de touros e tudo bem.
CAPITALISMO ALEMÃO:Você tem duas vacas.Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa.Mas o que você queria mesmo era criar porcos.
CAPITALISMO RUSSO:Você tem duas vacas.Conta-as e vê que tem cinco.Conta de novo e vê que tem 42.Conta de novo e vê que tem 12 vacas.Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.
CAPITALISMO SUÍÇO:Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.Você cobra para guardar a vaca dos outros.
CAPITALISMO ESPANHOL:Você tem muito orgulho de ter duas vacas.
CAPITALISMO PORTUGUÊS:Você tem duas vacas.E reclama porque seu rebanho não cresce...
CAPITALISMO HINDU:Você tem duas vacas.Ai de quem tocar nelas.
CAPITALISMO ARGENTINO:Você tem duas vacas.Você se esforça para ensinar as vacas a mugirem em inglês..As vacas morrem.Você entrega a carne delas para o churrasco de fim de ano ao FMI.
CAPITALISMO BRASILEIRO:Você tem duas vacas. Uma delas é roubada.O governo cria a CCPV- Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca.Um fiscal vem e te autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais.A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 vacas e, para se livrar da encrenca, você dá a vaca restante para o fiscal deixar por isso mesmo...