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06 setembro 2009
12 agosto 2009
Economia Pós-Keynesiana ou Pós-Keynesiano
26 fevereiro 2009
Colapso de 29

Escrito por Celso Vegro
19-Fev-2009
"Mesmo numa época de loucura como aquela do fim da década de vinte, muitos homens de Wall Street permaneceram completamente lúcidos. Mas também ficaram muito quietos. O senso de responsabilidade da comunidade financeira pela comunidade em geral é bem menor do que se pensa. É quase nulo. Talvez isso lhe seja inerente. Numa comunidade em que a preocupação fundamental é fazer dinheiro, uma das regras necessárias é viver e deixar viver. Falar contra a loucura talvez seja arruinar os que sucumbiram a ela. Portanto, os homens prudentes de Wall Street se mantêm quase sempre calados. Os bobos ficam assim com o campo todo à disposição. Ninguém os censura. Há sempre o receio, sobretudo, de que até uma autocrítica necessária possa ser desculpa para a intervenção do governo. Este é o maior dos horrores".
GALBRAITH, J.K.
Canadense por nascimento, licenciado em ciências agrárias, Galbraith iniciou sua carreira na Universidade de Toronto, primeiramente, dedicando-se aos estudos da Economia Agrícola. Paulatinamente foi se introduzindo em temáticas de maior alcance, vindo a se tornar o economista preferido dos não economistas em parte pela facilidade com que apresentava temas complexos que, sob mãos alheias, tornavam-se áridos e herméticos, apenas remotamente vinculados aos problemas econômicos do cotidiano.
Ao se transferir para a Universidade de Berkeley e mais tarde para a de Harvard, Galbraith desenvolveu vasta obra das quais se destacam: "O Novo Estado Industrial" e a "Era da Incerteza", publicações que se tornaram referências para os debates sobre os rumos da civilização contemporânea.
A visão particularmente cética sobre a sociedade estadunidense permitiu ao autor distanciar-se do discurso dominante e produzir ensaios que se caracterizam pelo brilhantismo e contribuição para a formulação de políticas orientadas para a solução de problemas relevantes.
O livro em destaque possui o mérito de aproximar-se muito mais de um romance histórico do que de um trabalho científico. Nele, Galbraith destaca os principais personagens (os megaespeculadores de então), o posicionamento dos diretores do Federal Reserve e dos bancos estaduais públicos e privados e, ainda, de forma mordaz, as orientações financeiras propagadas por eminentes economistas, especialmente, o professor Irving Fischer.
O que mais impressiona no livro é a capacidade do autor em traduzir a tragicidade dos acontecimentos daquele novembro de 1929 sem se perder de vista uma dimensão essencialmente humana na condução dos fatos. O surto especulativo que se apossou da sociedade estadunidense, em sua opinião, decorria da auto-imagem criada de que a Nação Americana estava irrevogavelmente destinada à prosperidade.
O paralelismo com os tempos atuais é quase que assombroso. Os montantes envolvidos são hoje imensamente maiores do que as perdas ocorridas em 1929, mas os mecanismos e fatores que conduziram ao colapso de então são muitíssimo similares aos que ora atônitos observamos.
Finalizando, cabe aqui o testemunho do próprio autor sobre sua obra: "jamais gostei tanto de escrever um livro, na verdade, é o único do qual me lembro não ter constituído de fato um trabalho e sim um prazer".
Ficha: GALBRAITH, J.K. O Colapso da Bolsa de 1929: anatomia de uma crise. Ed. Expressão e Cultura, 1972. 245p.
Celso Vegro é pesquisador do IEA - Instituto de Economia Agrícola -, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
15 novembro 2008
Dia da República

A República é um sistema de governo, onde o povo tem o direito de chegar ao poder, decisório ou de governo, da nação, por este sua grande importância. E não confundir República com democracia. No Brasil, tivemos vários momentos de período republicano, sem democracia.

de transição da monarquia a República, os republicanos como Rui Barbosa - foto abaixo, merecia ter sido presidente - e Benjamin Constant, precisavam de um líder forte, de competência e d
e moral ilibada, para fazer a "revolução republicana", encotraram no Marechal Deodoro estas qualidades (foto do centro, acima) - além do apoio importante do exercíto -, mesmo ele sendo de confiança do Imperador D. Pedro II. E alguns afirmam que ele era um monarquista, mas durante seu governo deu provas de ser a favor so novo sistema. O Barão de Rio Branco, foto a direita, foi de extrema importância, ao que se refere na constituição de uma nação reconhecida internacionalmente e de nossas atuais fronteiras e formação do território nacional.
Prudente de Morais - foto acima -, grande personagem de nossa república, ligado ao café e ao movimento republicano foi o primeiro presidente civil de nossa história.
Júlio Prestes, foi governador de São Paulo, e nos moldes da antiga república do café-com-leite, fora eleito e iria assumir a presidência do Brasil, na sucessão de Washington Luís, mas, com o conflito de contestação ao café-com-leite, os governadores dos demais estados resolveram apoiar o Getúlio Vargas, na empreitada. Não que considere o Vargas, um mal presidente a história já nos mostrou a grande importância da era Vargas, e nem que o Prestes seria o melhor presidente da república, e sim que Júlio Prestes, é meu conterrâneo, minha cidade fica ao lado da cidade natal dele. E para nós em particular, a história poderia ser outra.
Getúlio Vargas, as transformações providas por ele no Brasil, foram de suma importância para soberania nacional, para nossa industrialização e o fim da dependência do Brasil em relação ao café, realmente colocou o Brasil na modernidade - está ai a Petrbrás, Vale do Rio Doce e a CSN, para provar -, foi o presidente ideal para o momento tão conturbado da história mundial.

O JK, foi um idealista, corajoso e de fibra, sem ser rude ou impositivo. Com seu carisma conseguiu fazer o seu plano de metas e desenvolver o país 50 anos em 5. Mostrando ao país, que com planejamento econômico podemos mudar o país, sem arranhar a imagem do capitalismo e do livre-mercado. Não seriamos nem um terço do que somos hoje sem a dobradinha Vargas-Jucelino.
Jango foi um grande pecado de nossa história, foi um excelente presidente, olhou para os mais humildes, aos trabalhadores e aos pequenos ruralistas. Queria fazer as reformas de base, que todos os países desenvolvidos fizeram em algum momento de sua história, e que no Brasil até hoje não foi feito. As "forças ocultas" que imperam neste país não deixaram. Uma pena! Depois entrou o momento da República sem democracia....

... que prefiro nem comentar, os resultados econômicos do período foram ótimos, mas os resultados de perseguições de repressão ofuscam os bons desempenhos. Que só acabaram pela luta social, dos movimentos organizados pelo povo e dos milhares de torturados e desaparecidos da ditadura. Que podemos colocar como líder dessa transfomação ao Ulysses Guimarães, o Sr. Diretas - também merecia ser eleito -, e ao Tancredo Neves, o primeiro presidente da re-democratização.

O LULA, podemos compara sua eleição, respeitada as devidas proporções, ao do Obama nos EUA recentemente, pois foi o rompimento de vários paradigmas de nossa sociedade, até então. Um nordestino, pobre, retirante, da classe trabalhadora e sindical que chegou lá. E vem desempenhando um excelente governo com crises brotando de todos os lados, plantadas ou não.
29 outubro 2008
Hoje, faz 79 anos da quebra da bolsa de Nova York
o nesta crise, era que os países europeus que eram seus principais clientes, estavam lutando para reconstruir a Europa, por este motivo diminuíram os negócios com os EUA e passaram a produzir para eles mesmos e depois para outros países. A França, Alemanha e Inglaterra reduziram as exportações e começaram a reorganizar seus parques industriais, aumentando suas economias gradativamente. Os EUA, mesmo com a crise, continuaram a produzir a todo o vapor ocorrendo então à superprodução armazenando os produtos e como conseqüência demitindo aproximadamente 15 milhões de trabalhadores, e as pessoas ficaram assustadas indo vender as ações que tinham investidas, houve também muita especulação, dinheiro fácil de bancos para compras de ações na bolsa, quando perceberam já não havia nada a fazer, foi a maior crise gerada pelo liberalismo econômico e o livre-mercado, pois o presidente republicano dos EUA, da época, não quiz intervir na economia para reverter a situção, por se tratar de uma "blásfemia" teórica e deu no que deu.
a estrutura brasileira na época da republica oligarquia. O presidente do EUA, o democrata Roosevelt - que ganhara as eleição seguinte a crise - adotou uma medida socioeconômica para tentar recuperar o país, esta medida foi chamada de Newdeal (novo acordo), com base na teoria Keynesiana, com intervenção do Estado para garantir as mudanças necessárias. O objetivo do newdeal era recuperar o país da crise econômica, as ações adotadas pelo newdeal era que os preços dos produtos agrícolas e industriais passam a ser controladas pelo governo e foram feitos empréstimos para fazendeiros com o objetivo de ajudar eles a pagarem suas dividas, o governo criou diversas obras para oferecer emprego paras as pessoas desempregadas, foi ai que surgiu também o salário desemprego que tinha como objetivo de ajudar a situação dos trabalhadores que estavam naquela situação.20 maio 2008
Pós-Keynesianos
30 março 2008
Veja: sempre ao lado dos poderosos.
05 novembro 2007
Keynes e a Superação da Criese Econômica

18 outubro 2007
Período Collor
Após o modelo de Estado desenvolvimentista perder o fôlego várias economias mundiais começam a adotar modelos neo-liberais (o velho ideário liberal de Adam Smith, mas, com uma roupagem nova) e remodelado por Hayek, em seu livro O caminho da servidão de 1944, o primeiro a se aventurar nesse caminho foi o Chile de Pìnochet, depois vieram o Reino Unido e os EUA, com Thatcher – ela foi o expoente da transformação neoliberal - e Reagan respectivamente a frente no processo. O Brasil deu sinais de aceitação do novo modelo no final do Governo Sarney, mas não encontrou respaldo político e nem popular para tal transformação.
O neoliberalismo prega um Estado mínimo, para romper com as questões sociais e aumentar o desemprego natural – reduzindo pressões de aumento nos salários -, entre outras ações do ideário neoliberal, como afirma GENNARI (2005) em seu artigo “Globalização, neoliberalismo e exército de reserva no Brasil dos anos 90” (pg, 3 ): 1) Contrair a emissão monetária; 2) Elevar as taxas de juros; 3) Diminuir os impostos sobre os altos rendimentos; 4) Abolir os controles sobre fluxos financeiros; 5) Aplastar as greves; 6) Elaborar legislação anti-sociais; 7) Criar desempregos massivos; 7) cortar gastos públicos; 8) promover amplo programa de privatizações.
Este ideário neoliberal foi estruturado e esquematizado para a América latina, em 1989, num encontro nos EUA, no qual ficou conhecido como o Consenso de Washington. Com o seguinte programa, conforme GENNARI: 1) disciplina fiscal; 2) priorização dos gastos públicos; 3) reforma tributária; 4) liberalização financeira; 5) regime cambial; 6) liberalização comercial; 7) investimento direto estrangeiro; 8) privatização; 9) desregulação da relação trabalhista; 10) defesa da propriedade intelectual.
Período Collor
Fernando Collor de Mello, o Presidente Collor, foi uma personagem montada, para atender aos interesses das classes dominantes, elites nacionais ou não. E coroa as expectativas delas e do mercado internacional aplicando o ideário neoliberal e do Consenso de Washington, como apresenta L.B. CASTRO “Privatização, Abertura e Desindexação: A Primeira Metade dos anos 90” (Economia brasileira contemporânea, Org. F. Giambiagi, pg 141):
“A primeira metade dos anos 90 marca a posse do 1º presidente eleito pelo voto direto, fato que não ocorria desde 1960, no país. A inflação havia ultrapassado 80% ao mês e a economia, que crescera a uma taxa de 7% entre 1930-80, há uma década estava estagnada. Neste contexto é eleito, pelo povo brasileiro, Fernando Collor de Mello, uma operação de autêntico marketing eleitoral, sem precedentes na história do Brasil.”
Collor rompeu com o modelo de desenvolvimento estatal característico do Brasil, saindo do MSI (modelo de substituição por importação) cepalino e indo em direção ao modelo do Consenso de Washington, para tal implementou o PICE ( política industrial e de comércio exterior), o PND (plano nacional de desestatização) e a extinção do “anexo c” da CACEX (departamento este que regulava as importações, que fora totalmente extinto para liberalizar as importações e abrindo nosso mercado ao exterior).
Todos esse programas e planos eram de cunho neoliberal, e não tinham o tratamento de “modernizar a economia interna do país” com nova “política econômica” como propagavam na época, Collor estava apenas focando a estabilização da economia e controlar a inflação era sua meta. Para isso foram criados dois planos, Collor I e II – Collor I ficou conhecido, como o maior seqüestro de liquidez do país -, sem sucesso na suas propostas de estabilização, este só fora conseguido no Governo Itamar, com o Plano Real. Seus sucessivos fracassos dos planos econômicos e da brutal recessão da economia – devido a liberalização da economia -, associados aos escândalos morais e políticos resultaram no impeachment, do Presidente Collor, assumindo em seu lugar o Vice Itamar.
Período Itamar
Itamar Franco, figura pouco conhecida na política nacional até então assume o governo da República, apesar de possuir uma história de nacionalista e desenvolvimentista, ele garantiu no seu governo seria mantido o processo liberalizante e acelerou ainda mais o programa neoliberal iniciado por Collor. Foram realizadas várias privatizações entre outras ações para o desmonte do Estado brasileiro, mas o que mais marcou seu governo foi ter nomeado o então Senador Fernando Henrique Cardoso, para ocupar o ministério da economia, e conceber um plano de estabilização da economia de cunho neoliberal, o Plano Real.
